Passeio á Povoa para ver as sereias.

Próxima saída domingo 19 de novembro pelas 8,30 na Paluse

sábado, 3 de abril de 2010

A LAMA QUE SE TORNOU OURO

Este dia ficará, para nós BiKeNatuRas, como o dia das "tormentas". Após uma pesquisa na Net sobre as Ecopistas de Portugal surgiu a das Ciclovias do Corgo. Atónito por esta "descoberta"  comuniquei-a, logo no dia seguinte, aos meus companheiros de bicla. De imediato o Wolf sugeriu que este passeio poder-se-ia realizar no sábado, dia 3 de Abril, visto que não tinha "teia". Ficou logo ali decidido a nossa ida a Vila Pouca de Aguiar percorrer os tais 30 kms do Percurso Cicloturístico do Corgo. Entretanto durante a semana falei com o Sérgio Favaios que iríamos passar perto de Jales e que teríamos todo o gosto de ir almoçar com ele. Este jaloto além de aceitar o convite planeou um pequeno passeio como "sobremesa" pelos montes circundantes. Ao longo da semana o tempo não jogava a nosso favor ao ponto de questionar o passeio visto que para sábado davam chuva e mais chuva.
Destemidos arrancámos da sede à hora prevista e passámos por Guimarães para dar boleia ao Ninja e lá chegámos a Vila pouca de Aguiar pelas 9h20. Depois da tão desejada bica cada BiKeNaTuRa equipou-se para enfrentar o tempo que iria ter várias facetas. Um dos pontos mais significativos desta jornada foi a inclusão do possível novo membro, esperemos que venha mais vezes, o Tino, sobrinho do Quercus.



Para iniciar o passeio procurámos a Capela do Senhor onde começa o Percurso Cicloturístico do Corgo. Perguntámos a várias pessoas mas nenhuma foi capaz de nos indicar onde ficava essa tal capela. Assim saímos da vila e encontrámos a antiga linha do Corgo. O início do Percurso é bastante transitável com as célebres "vaquinhas" na berma da linha com um ar saudoso pedindo, talvez, o regresso do trem...


Poucas centenas de metros à frente tornou-se uma calamidade com lama que nos enterrava até aos calcanhares...Obrigando-nos a galgar os campos verdejantes e por vezes "electrizantes".

O Percurso tornou-se num passeio aquático onde aconteceu o ponto mais hilariante do passeio protagonizado pelo Tenor. O nosso prezado amigo Tenor, tal como eu por duas vezes, foi dar de beber à sua montada e a ele próprio. Enfim! este cantador irado, molhado, enlameado atirou a sua bicla para a berma dizendo que não continuava o passeio. Bem! foi só um desabafo e pouco tempo depois lá estava ele em cima da sua burra...fica este registo: a única que não pediu para ir foi a que bebeu e comeu lama e ainda por cima foi desprezada pelo dono...e essa nem se queixou. Tenor! acima de tudo DUROS!

Após esta peripécia decidimos virar à esquerda para Zimão e não continuar até à Capela Stª Luzia. Desde a pista até ao alto de Zimão trepa, trepa, trepa...

Chegados ao cimo fomos abordados por uma aldeã muito simpática que após travar conhecimento convidou-nos para merendar em casa dela...gente amiga sem dúvida! Aí aproveitámos o canastro para tirar a foto da praxe.



Retomámos a nossa biclada eufóricos sem saber o que aí vinha. Pois é! e foi bem duro. No entanto descemos ziguezagueando pela aldeia até iniciarmos a tal subida só para duros como nós.

A partir daqui iniciámos uma subida terrível com 5 kms com média de 8% e com rampas atingindo mais de 20%. A primeira parte da subida foi, sem dúvida, a mais difícil ao ponto de termos todos apeados uns mais cedo do que outros. Além do declive já focado o piso era quase impraticável devido aos calhaus e regos esculpidos pela natureza e outros por, talvez, jipes que por aí passaram.

Ao fim de 600m de ascensão achámos profícuo fazer a nossa tão famigerada "pausa lanche". Como sempre a boa disposição reinou auxiliada com a belíssima vista sobre o vale do Corgo.  

Terminada a reposição das energias continuámos a trepar, em cima das burras, até ao túnel onde por cima passa a A24. Ao longo desta subida deu-se o único furo. E quem havia de ser? Pois! foi o novo recruta o Tino. A este incidente o nosso Tenor, mais tarde, teria a seguinte observação " Estava a ver que o Tino não ia furar!..." terrível este cantador para rogar pragas...hehehe!...Fica este conselho: "se não o conseguires vencer, junta-te a ele...". 

Meus caros leitores! a partir do túnel até às eólicas foi atroz. Levámos com chuva, nevoeiro, granizo e vento...monstruoso mesmo... só quem já passou por isto é que pode entender. Entretanto ao longo da subida recebi várias chamadas do Sérgio Favaios para saber onde estávamos. Mas enfim lá conseguimos atingir as eólicas. Perdidos! sim porque não sabíamos por onde ir e os irmãos Favaios bem tentavam encontrar-nos mas sem êxito. Aqui é que sentimos a enorme falta que um GPS faz. O Batedor e o Quercus decidiram ir em direcção a Vila Pouca de Aguiar, através de um estradão para saber se tinha saída ou não, enquanto o resto dos BiKeNaTuRas iam ficar por ali até eles comunicar alguma coisa de positivo. Qual não foi o nosso espanto quando vimos aparecer entre as eólicas uma carrinha conhecida de mim e do Ninja...eram os Favaios. Ligámos de imediato aos "batedores" para regressarem. O Sérgio, o Batedor, o Wolf e o Tino (furou) seguiram, na carrinha com as biclas, para Vila Pouca de Aguiar onde iam trazer os nossos veículos até Jales. Os restantes prosseguiram viagem até Jales através monte guiados pelo José Favaios. Se o passeio até à separação foi pouco aprazível, a dezena de quilómetros que fizemos com o José Favaios foram deleitantes. Pena foi que os que foram buscar os veículos não tiveram a sorte de desfrutar das belas paisagens.

Chegados a Jales dirigimo-nos ao restaurante " Jardim". Aí tivemos a sorte de participar na inauguração deste  restaurante com direito a uma mesa de entradas bem farta. O almoço decorreu da melhor forma para os BiKeNaTuRas e para os irmãos Favaios visto que a vitela estava suculenta e as " Paredes Meias" deslizavam muito bem pelas gargantas. Sem fazer publicidade recomendamos este espaço gastronómico não só ao nível culinário como monetário.

Terminado o almoço sentia-se no ar uma disposição quase nula de montar as "burras". 

Guiados pelos irmãos Favaios esta segunda parte foi esplendorosa não só pela paisagem observada como pelo trajecto escolhido por este cicerones. Inicíamos o passeio pela aldeia dos nossos anfitriões "galgando" uns "penhascos" típicos daquela região tal como os canastros aí esculpidos.


O trajecto delineado pelos irmãos tinha vários encantos desde "lagos" e "incêndios" até atingir-mos uma ponte romana.

O espectáculo ia começar! calhaus...


"selva" por desbravar...

descidas "quebra-ossos"...

e mais penedos...

Até que chegámos a mais uma ponte romana através de um trilho já mais "biclável".

Nesse lugar os nossos olhos ficaram embriagados pela beleza da natureza...

Aproveitámos a pausa para registar, no cartão da máquina, a nossa passagem por esta linda terra...

Como o regista o GPS do José Favaios a partir desta ponte e até Jales será sempre a subir...

Continuámos por uma via romana muito bonita delimitada por muros em pedras  por vezes carbonizadas...

Deixámos a via romana e retomámos um trilho rochosos e "aguado"...

E... só eu e o Ninja, que eu visse, atravessámos o lago do Loch Ness em cima das nossas burras... DUROS!



Após esta escapadela aquática tomámos um trilho bem apertadinho e com o solo bem "calhoso"... por vezes silvoso... e "cavaloso"...

Cheios de sede, pois o almoço ajudou e muito a esta secura, aproveitámos para beber e encher os nossos bidões com a água cristalina duma fonte bem típica desta região.

Restava-nos subir mais um pouquinho para descer euforicamente até Jales. Aí dirigimo-nos à casa do Sérgio Favaios onde pudemos lavar as nossas "burras" num ambiente bem divertido.
 

Ficámos a saber, pelo GPS, que nesta pequena aventura da tarde subimos 267 metros...acrescentando +/- 450 metros da parte da manhã  perfez um total de 717 metros.



Antes de nos "deitar" à estrada tivemos a honra de lanchar em casa do Sérgio Favaios. Desde já fica aqui os nossos agradecimentos a este jaloto que mais uma vez fez jus a hospitalidade bem conhecida dos  transmontanos...Bem haja! amigo.

Mais um passeio que findou da melhor maneira...ou seja COMENDO! 
Para terminar...Este passeio ficará para sempre nas nossas memórias devido aos contratempos registados e pela (des)organização que estava planeada. Foi pena não termos feito o tal circuito mas talvez para o Verão reincidiremos esta aventura.

Saliento a prestação do Tino que foi muito notada pela positiva...Bem-vindo a este grupo que se honra de te entregar, se o quiseres, a insígnia de BiKeNatuRaS.
O Scriba

Reportagem Fotográfica feita por: Presidente, Wolf, Batedor , Ninja e Scriba.

Foram  ultrapassados 42 kms de lama e ouro em 4h20mn

Os BiKeNaTuRaS:

,,,,, e

Os Favaios:
              Sérgio                                              José

Todas as fotos aqui:

3 comentários:

alexandre pereira disse...

passeio terrivel que teve um pouco de tudo,desde vento terrivel,granizo,calhaus,neve e um bikenatura que vendo um lago nao faz a coisa por menos,saca uma grande egua seguido de um valente mergulho na agua cristalina tentando apanhar as trutas do costume.

Belcoe disse...

Concordo plenamente com a tua observação...Bem! há BiKeNaTuRaS que procuram trutas e outros "rojões" em lagos enlameados hehehe!!!...o que interessa é fazer parte das (des)aventuras...

paulosalgado disse...

wolf. muito bem trutas querias tu