Passeio á Povoa para ver as sereias.

Próxima saída domingo 19 de novembro pelas 8,30 na Paluse

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ir ao São Bento abençoar a primeira de "fininha"!

    Após alguma insistência da minha parte, o Batedor e o Wolf decidiram alinhar numa ride de fininha.
   O Batedor como só gosta de subir propôs, claro, não uma santa mas sim um santo. E que santo... Creio que este nosso amigo está a tentar ganhar o céu aqui na terra! :)...
   Par nos acompanhar nesta "peregrinação batismal" convidei alguns colegas de bicla. Deste modo responderam ao convite o Carlos Martins dos Abram Alas BTT e o Carlos Maia que tornou este passeio francófono.
   O "grupeto" iniciou a excursão, às 8h45, na Galp em Bairro. 
   Bem dispostos rumámos a Riba D'Ave e a subida para escola da Avenida foi ultrapassada sem dificuldades assim como a de Ronfe.
   Já com cerca de 20 km relembrei, aos meus colegas de bina, que estava na hora do café e de comer alguma coisa.
   Já bem abastecidos retomámos a pedalagem e um dos amigos sussurrou-me que o ritmo inicial, para ele, foi demasiado. Sendo assim abrandei o ritmo e controlei a cadência de maneira que todos pudessem acompanhar sem embondo.


   Chegamos à Póvoa de Lanhoso e aí íamos enfrentar a primeira subida digna desse nome. O grupeto lá foi trepando a bom ritmo sem entrave e até houve quem desejasse ir visitar o castelo visto que certamente lá moraria uma "santinha".  E não é que o Batedor tinha razão... Existe aí o Santuário votado a Nossa Senhora do Pilar. No entanto os "ateus", que o acompanhavam, não sentiam o chamamento divino. Por isso continuámos a nossa rota.
   Que bom foi chegar à N103 e descer alguns quilómetros. Mas tudo que é bom acaba. Por isso tivemos de "gramar"  com mais de 7 quilómetros a trepar até ao alto de Serzedelo.Verdade seja dita, a subida não é nada de difícil, mas é longa e acabou por maçar os Carlos.


   Finalmente chegámos à descida das Cerdeirinhas. Que maravilha! Embora seja retemperadora, também é perigosa devido à velocidade que se pode atingir e ao fluxo de trânsito que se regista nesta época do ano. Todos chegaram com as mão combalidas em virtude das enfreadas.


   Das pontes sobre o rio Caldo até ao São Bento da Porta Aberta ainda sobe perto de 2,5 km com uma percentagem de 6% o que obrigou, a meio, o Carlos Maia a ter de descansar um pouco.


   Enfim o tão desejado Santo! Como era dia 13 de agosto não faltavam peregrinos para cumprir as suas promessas, visto que entre os dias 10 e 15 de agosto é, por tradição, a grande romaria a S.Bento da Porta Aberta. Por isso pedimos a um peregrino para nos gravar no cartão da máquina fotográfica.


   Como ainda não era tarde decidimos rolar, cerca de 16 km, até Terreiro. Bem, nunca pensámos que estes quilómetros iriam ser tão angustiantes devido à fome que nos "devorava".
   Chegados a Terreiro "amarramos" as nossas "burras" e encomendámos de imediato uns "pregos" bem tonificantes e umas bebidas bem frescas.
   Como sempre o repasto foi animado, sobretudo graças ao Carlos Maia que para além de ser um bom garfo é um animador nato.
   Ao fim, quase, de uma hora lá agarramos as "burras" e "trotamos" em direção a Amares.
   As gotas de suor provavam que o sol estava a aquecer o "ambiente".
   Até Amares é só rolar e praticamente a descer. Ficaram na retina a paisagem verdejante, as inúmeras curvas que davam um certo gozo e as aldeias típicas dessa região.



   Já na N101, em Outeiro, parámos numa fonte para encher os bidões e ajudar um colega da "bina" que necessitava de uma bomba.


  E chegámos à cidade dos arcebispos. Como não é permitido rolar na avenida Padre Júlio Fragata ( Braga Parque) tivemos de nos aventurar pelas ruas da cidade. Tirando algumas centenas de metros de "pavés" até foi bastante agradável biclar pelas ruas desta belíssima cidade.
 Descemos devagarinho a Avenida da Liberdade ziguezagueando pelos milhentos bracarenses e turistas.



    No sopé da avenida virámos à direita onde nos esperava a Via Pedonal Ciclável do Rio Este ( um pouco mal cheirosa) que nos levou até Lomar.


   A partir daí as forças começaram a faltar, para alguns elementos, e logo que iniciamos a derradeira subida para a Portela os "Carlos" denotaram um cansaço já bem avançado. No entanto, com uma pausa a meio, a subida foi ultrapassada serenamente.
  Transposto este último "osso" foi só rolar, ou quase, até Bairro.
   Chegados ao ponto de partida o Carlos Maia "obrigou" os cicloturistas a comemorar esta ride com uma "bejeca"... Na esplanada do Café K tivemos o prazer de acolher mais um BiKeNaTuRaS, o Tenor, que brevemente fará, espero eu, a sua estreia em roda fina.


   E pronto, o "grupeto" passou um ótimo dia onde a amizade ocasional será com certeza reforçada, com mais saídas, pelas estradas desta zona do país.
   Convém não esquecer o pedido do Carlos Maia... Cortar os montes a meio para que se possa pedalar em terreno plano! 
O Skriba

Dados:

134,7 Km ; 7:05:20 de andamento ; 
19 Km/h de média ; 2 841m de acumulado.




 Skriba - Carlos Maia - Wolf - Batedor - Carlos Martins
   

   
     
   
   

    

sábado, 2 de agosto de 2014

BIKENATURAS - OS DOMINADORES DA SERRA DA ESTRELA


Pela segunda vez, o clã Bikenaturas pegou de malas e bagagens e assentou arraial em terras serranias.

A povoação de Sameiro/Manteigas, situada em pleno parque natural da serra da Estrela foi a contemplada com a nossa visita e estadia.

Aqui chegados, as tarefas já estavam mais ou menos distribuídas.

Enquanto uns preparavam o serão, nós (Batedor, Querqus, Walf, Mister, Mandarilo e El Presidente) preparamo-nos para escalar um dos montes adjacentes.


  
Como sempre, Batedor já tinha o percurso todo estudado, mas não contou a ninguém, que o mesmo, não sendo muito alongado (cerca de 25km.) a altitude a alcançar era perto do céu.       
                    
 A saída de Sameiro deu-nos logo uma amostra daquilo que nos esperava. Com ruelas empedradas de 20% de inclinação. Percentagem que se viria a verificar por diversas vezes durante os primeiros 12km.  
                 

Na verdade, companheiros, o esforço exigido para esta escalada deixava poucas energias para podermos avaliar a apreciar as paisagens percorridas.
                       

Finalmente, alcançamos o planalto onde se situa a Quinta do Fragusto rodeada de belíssimos soutos e de um bosque frondosos que tive pena não podermos visitar.
                      
É verdade companheiros, uma vez no topo, seria bom explorarmos um pouco mais aquele espaço. 
                                     
Lindo, lindo, foi quando encetamos a descida de regresso.

Mais bonito, foram as cerejeiras tão sedutoras que fez com que Querqus não resistisse a tentação e ousasse mesmo saltar acima duma, mesmo correndo o risco de se despenhar numa ravina.

Mas a colheita foi profícua e as nossas esposas ficaram agradadas quando viram a mochila cheia de cerejas.
                      

Como era de esperar, os nossos amigos Domingos e Vasco já tinham acendido o grelhador, cientes, certamente, do esforço feito e, por isso, ávidos de uma boa fêvera (como eles nos compreendem bem).

O serão adivinhava-se calórico e divertido. Passou-se ao ritmo da saída dos grelhados, da chuva e da boa disposição alimentada pelas piadas sempre a preceito do Domingos e, ainda, do bom néctar existente.

Para desgastar parte destas calorias estava previsto uma caminhada para o domingo de manhã.

Definitivamente, os Bikenaturas também são amantes de PRs. E esta caminhada foi preenchida com um belíssimo percurso pelas margens do rio Zêzere.

As suas águas límpidas deixavam ver as muitas trutas, para além de outras espécies que por lá proliferam.

As suas margens presenteavam-nos com inúmeras cerejeiras carregadas de frutos ao alcance das nossas mãos

As hortas bem ordenadas e a grande variedade de árvores de fruto faziam lembrar que estávamos num genuíno ambiente bucólico. 
Querqus e Esmeralda estavam no seu mu
ndo e no seu ambiente e durante a jornada foram várias as conversas pedagógicas, com Querqus a dar dicas sobre esta ou aquela espécie de aves, da forma como a truta se mantem discreta e quase invisível, de um ou de outro arbusto que faziam lembrar a nossa infância junto do rio Ave, etc.
  


                                                         
Ainda houve tempo para entrarmos na pista de gelo, onde Mister e a herdeira de Wolf bem tentaram uma skinada… «Pena foi não termos levado os skis, porque o gelo???...  nem era necessário».
                                   

Paramos para melhor comtemplarmos os encantos que nos propicia as águas, as areias, os seixos a vegetação, a fauna e toda a área envolvente do Zêzere.
                 

Era hora de deixarmos Sameiro e retomarmos o caminho de regresso. Quase como uma obrigação, uma passagem pela Torre, exigia-se.
A subida por Manteigas, para além da sua beleza natural e de alguma adrenalina que a estrada estreita e sinuosa nos suscita, a neve que ainda persiste num ou noutro cume provoca alguma ilusão de ótica à distância, fazendo parecer que as montanhas estão furadas nos seus picos.

Como é óbvio, não podíamos passar pela Torre sem trazermos um dos seus famigerados queijos.


Não sei porquê, mas isto de estarmos algum tempo nas alturas estimula-nos o apetite, e mais uma vez, Batedor foi chamado à sua responsabilidade.

Retoma a dianteira da caravana e após descermos a serra e já em direção a Nelas, descobre uma clareira com um parque de merendas.

O espaço para o almoço/lanche estava encontrado. Em poucos minutos, Mandarilo, Domingos e Vasco punham o grelhador a deitar fumo.
               

 A sueca, onde a dupla Wolf/El Presidente foi imbatível, estava bastante renhida e equilibrada quando a ameaça de chuva fazia lembrar que, por ventura, era hora de regressarmos.

De facto, não foi preciso esperar muito tempo para que os primeiros pingos nos fizessem lembrar o caminho para casa.
E pronto, meus amigos, a toque de chuva lá viemos todos satisfeitos por mais um fim de semana em beleza.

Esperamos todos pelo próximo.

sexta-feira, 23 de maio de 2014


 
MANDARILO
SERÁ O 11º.
Foi jovem. É jovem. É rapaz do nosso tempo. A garra está-lhe no corpo, o sangue corre-lhe na guelra. O tempo de estágio provou ser um elemento que irá fortificar a coesão e a perdurabilidade dos Bikenaturas. Foi tempo suficiente para granjear toda nossa estima por ele.
O seu nome de guerra é MANDARILO. A sua origem, reza a lenda, remonta aos tempos de primeiro emprego e que seria alcunhado por este epíteto por um colega de trabalho.                                           
Foste e serás sempre bem vindo ao grupo.
                                                                                   
                                                                                 

sábado, 5 de abril de 2014

ENTRE S. MACÁRIO E DRAVE









É assim. Às vezes dá-nos a gana e lá vamos rumo ao desconhecido.

Desta feita, foi o xisto da serra de Montemuro, o enigma e a curiosidade em torno da aldeia Drave que nos moveu.


A saída já estava publicitada há alguns dias e o convite alargava-se a todos os Bikenaturas e amigos que nos quisessem acompanhar.

Marcaram presença na nossa sede, El Presidente, Tenor, Batedor, Wolf, Mister e Riones.
Partimos por volta das 7H30 rumo a Arouca onde nos esperava o Luís, amigo de Riones, que tinha sido convidado a acompanhar-nos e que viria a ser-nos muito útil, uma vez que morava naquela região. 


A estrada para o monte de S. Macário (local onde era suposto começar a nossa pena) a partir de Arouca é, como se esperava, muito sinuosa. As perspetivas climatéricas também não eram boas. E uma primeira passagem pelo Portal do Inferno (lembro que foi neste local que foi registada a velocidade máxima pelo Tenor de 57km/h) deixou-nos com a sensação de que iriamos ter um dia negro.
                        

Estas espectativas ganhavam mais consistência à medida que nos aproximávamos do cimo do monte, onde contornamos a capela de S. Macário, situada a cerca de 1060 metros de altitude para estacionarmos num pequeno parque de merendas semi abandonado situado um pouco mais abaixo e onde o frio, o vento e a chuva, em doses intensas, demoviam qualquer betetistas de enfrentar tais situações.






Realmente, meus amigos, a vontade de andar de bicicleta naquelas condições era reduzida.




Não fora o arrojo e a provocação do nosso companheiro Luis, que sem qualquer hesitação desmontou a bicla do seu carro e fez-nos ver para o que ali estávamos; a força e vontade dos Bikenaturas fazerem jus à intrepidez e perseverança que os caracteriza; e as burras ficavam muito bem na carrinha do Bat.

Valha a verdade, que as condições do clima eram bem melhores  à medida que íamos descendo de altitude.

Em contrapartida,  o ânimo e o corpo iam aquecendo.

                                    

 Drave, a aldeia de xisto, esperava por nós.
                                    


 E por entre trilhos, ladeiras, penhascos e alguns estradões, todos eles com duas coisas em comum: repletos de pedras e sempre ladeados por ravinas vertiginosas; avistamos a famigerada aldeia do cimo do planalto.




O trajeto para lá chegar era assustador e exigia de nós alguma técnica. Porém, à aldeia de Drave, parece que ninguém pode lá chegar montado na sua burra e tivemos que lhes dar descanso durante os dois últimos quilómetros onde tivemos a oportunidade de acompanhar um grupo de escuteiros que para lá se dirigiam.





Os registos fotográficos foram muitos nos momentos da chegada e da passagem pela aldeia e mais do que as palavras as imagens registadas dizem muito do que é e do que foi a vida daquelas pessoas.



É só diplomacia

O que as imagens não dizem nem contam é o quanto fomos amavelmente recebidos por um escuteiro de Almeirim (peço desculpa de não me lembrar do nome) que permanecia ali com um grupo a zelarem e a restaurar a única casa ainda habitável que lhes tinha sido doada pela última proprietária da aldeia.






Fotografia

Já estávamos a acabar o lanche e, claro, que não podíamos desdenhar o convite que nos fez para tomar café. O nosso obrigado e bem hajam.












A mostrar estar bem tratada, estava a capela que servia a aldeia e que, segundo contou o nosso anfitrião, ainda recebe uma procissão no dia 15 de Agosto vinda da povoação vizinha, Regoufe.





Já dentro da casa, e enquanto tomávamos o café, apercebemo-nos da evolução do restauro e das muitas recordações deixadas pelos visitantes.

Fotografia

Era tempo de abalar. Estava prevista uma passagem por Regoufe e decidimos avançar pelo caminho da procissão.



Fotografia


Fotografia

E, se para chegar a Drave foram cerca de 2Km apeados, para sair não víamos o início do trilho onde as pudéssemos montá-las. Tivemos tempo demasiado para pensar o quão penoso seria para os peregrinos em procissão fazer o percurso, carregando os andores e a padiola que transportava a última proprietária enquanto viveu (2000).



Finalmente, alcançamos um planalto que nos permitiu descansar os gastrocnémios e deambular por trilhos lindíssimos envolvidos numa cadeia de montanhas com fisiografias diversas e enigmáticas e que despertaram a curiosidade das máquinas fotográficas.





Avançamos em jeito de descida até avistarmos Regoufe.



Entramos por uma pequena ponte que atravessava um riacho de águas límpidas, o que nos provoca sempre um certo deslumbramento.

 

Aqui, o xisto deu lugar ao granito e os odores da natureza confundiam-se com os que eram exalados pelos cachos da Índia e os que derivavam da agro pecuária.


Tínhamos que avançar porque o tempo escasseava e esperava-nos uma escalada considerável até S. Macário. A juntar a esta dificuldade o agravamento do tempo, e que à medida que subíamos nos fazia lembrar o início do passeio e um pensamento constante no local que o Bat escolheu para o repasto.


Aldeia da Pena. Foi esta aldeia mítica situada nas profundezas do entroncamento de vários montes que albergava o Adega Típica da Pena. Com o frio que se fazia sentir, o restaurante mostrou-se muito acolhedor.



Tivemos algumas dúvidas se iriamos a tempo de uma boa refeição, pois ia a caminho das 5 da tarde.


                              
A afabilidade daquelas gentes é inabalável e prontamente nos foi sugerido uma boa costela ou bife de carne arouquesa.

Estava uma delícia!!!
Finalmente, o fumo que nos consolida a amizade e nos expurga do sofrimento.



Ora montados, ora apeados, ora sentados, foram gastas 2315 calorias, recuperadas 3014, para percorrermos cerca de 34km. (valores exactos, resultantes da média dos registos dos calorímetros e dos GPSs). Ufa! O trabalho que isto deu.
Venha o próximo.
  
                                                              Um abraço ao nosso amigo Luís.