Passeio á Povoa para ver as sereias.

Próxima saída sabado 29 de Abril. Convivio anual dos Bikenaturas em Pampilhosa da Serra.

sábado, 2 de novembro de 2013

NA SENDA DO ALVARINHO PASSANDO PELOS NOSSOS HERMANOS

        Após um interregno de mais de 1 ano (Pedraído sem tangerinas mas com fenomenal empeno!) regressei às lides betetistas.
Para nos acompanhar convidei o meu amigo de “estrada” o Paulo Carneiro que curiosamente também esteve nessa saída com os BiKeNaTuraS.
Confesso que só acedi ao convite dos meus prezados amigos, desconfiando sempre do meu caro Batedor, porque seria um “passeio” pelas margens do rio Minho, que conhecia perfeitamente visto que seria a 4ª vez que ia rolar nesta Ecopista, e sem a perspetiva do meu tão indesejado TBCAD.
         Sendo assim partimos de Bairro, 5 Bikenaturas e um quase Bikenaturas, em direção a norte onde se situa à última “fortaleza” lusa…Valença!
         Chegados lá deixamos os veículos num dos muitos parques de estacionamento que dão acesso à fortaleza.
         Sem demora montamos as nossas “burras” e transpomos as muralhas da fortaleza percorrendo de seguida algumas ruelas, ainda desertas, com o objetivo de tomar a tão desejada bica.

Carregado o depósito com cafeina lançamo-nos à procura da Ecopista do Minho… E lá a encontrámos ao fim de algumas centenas metros. No entanto entrámos nela à uns bons 200m à frente do seu início…
Durante alguns quilómetros rolamos no piso betuminoso avermelhado, no antigo ramal ferroviário que ligava Valença a Monção, até à estação de Friestas.

A paisagem era verde com as suas vinhas que, tão perto estavam, nos faziam “titilações”. O Mister achou que a pista só servia para fazer um “contrarrelógio” e logo impomos um ritmo mais elevado. Mas, os nossos amigos não estavam para aí virados e quando me apercebi já levavam umas boas centenas de metros de atraso. Por isso abrandámos e seguimos o “rebanho”.

A Ecopista é de facto uma “ Ecopista destinada ao Cicloturismo e a passeios pedonais, o que fez desta via ecológica a segunda em Portugal a aproveitar antigas linhas ferroviárias - então desativadas. Uma via destinada ao uso público como forma privilegiada de circulação para o lazer, o desporto, atividades lúdicas e recreativas, culturais e, de proteção do meio ambiente.
O objetivo da Ecopista do Rio Minho é contribuir para a promoção do desenvolvimento integrado da região, reunindo pontos de interesse histórico/culturais, o turismo, o recreio e o lazer, incentivando à conservação da natureza e valorização dos sistemas naturais existentes. Ao longo do Percurso os painéis de interpretação e toda a sinalética fornecem os elementos necessários para que os seus utentes, na ausência de guias, possam compreender os recursos culturais, naturais e paisagísticos que vão percorrendo.
Com a criação da Rede de Grandes Rotas de Percursos Pedestres do Vale do Minho - Grande Rota da Travessia da Ribeira Minho, a Ecopista ficou ainda mais rica no que respeita à observação da natureza. Na Veiga de Friestas e Lapela foi criado um Observatório de Avifauna, que permitirá aos turistas visionar as várias espécies que aqui habitam.
Em 2009 a Ecopista do Rio Minho foi galardoada com o 4º Prémio da Associação Europeia de Vias Verdes, na categoria "Sustainable Development and Tourism".
Fonte: C. M. de Monção
    
         Estava na hora de mudar de piso! 
         Lembrei-me que pouco à frente, em Friestas, existia num dos inúmeros cruzamentos uma tabuleta que indicava “ Praia”. 

        Então exortei os meus companheiros a segui-la e… não foi difícil convencê-los visto que isso significava sair do betume e ir ao encontro da natureza. Lá fomos por um empedrado até às areias do rio Minho. 
     Que bela vista!  Saliento o facto de que existe aí um parque de merendas que naturalmente em pleno verão deve ficar sempre repleto de farnéis, fumos, cartas e claro de boas “pomadas” da região.

         De seguida o nosso Batedor avistou uma pontinha de madeira que era impossível ignorá-la! 
          Assim lá a atravessámos com enorme dificuldades devido ao “soalho” gasto e húmido. E… aí começou o meu tão indesejado TBCAD. Felizmente que foi somente um “cheirinho”!

         Até chegar à Ecopista passámos por um trilho bem divertido onde as nossas btt’s ficaram de “pneus” cheios.

         Já no betume avermelhado e após algumas centenas de metros virámos à esquerda iniciando mais uma pequena aventura, por um caminho agrícola, que nos ia deliciar com o aroma das vindimas. 
       Como os BiKeNaTuRaS são uns apaixonados pela natureza foi inevitável puxar os freios e ir ao encontro dos vindimadores.  Gente simpática sem dúvida! Ofereceram-nos uvas e mais uvas… 

         Mas estava na hora de partir e lá fomos em direção à Torre de Lapela onde alguns temerários BiKeNaTuRaS subiram ver a paisagem (pena que nenhum deles tivesse tirado uma foto). 
         Esta aldeia é típica desta região onde imperam costumes rurais ancestrais.

         Já na Ecopista de Monção percorremos mais algumas centenas de metros...
          Até, novamente, virar à esquerda em busca de “pasto” para as nossas esfomeadas “montadas”. 
          Mais um trilho pitoresco onde a diversão foi devastadora e o TBCAD, mais uma vez, esteve presente. 

         Mas tudo que é bom acaba e por isso regressámos à Ecopista onde iríamos ter o tão “agoirado”  furo do Paulo! ( o nosso estimado Tenor ainda conserva os seus dotes! J) … Tenor é só uma brincadeira!... (não vá ser eu o próximo! J

         Enfim, tratado o sacrilégio continuámos a passeata não pelo betão mas por um trilho, com vista sobre o rio Minho e a Espanha,  onde a desflorestação era notória.

Regressados à Ecopista avistámos o seu final e a cidade de Monção. Dirigimo-nos de imediato ao centro para procurar o repasto.

 No entanto reinava na mente do Batedor uma “tasquinha” e lá fomos nós atrás da sua “sugestão” (caímos sempre! J ). 
Bem, o Batedor não só foi batedor como cicerone da cidade. 
Passeámos por ruelas, passadiços, quelhos, vielas …e TBCAD! 

Em suma foi bastante divertido e cultural! 
Mas para culminar só faltava a “santinha”… O nosso Batedor pensou em tudo! IMACULADA CONCEIÇÃO... Durante sensivelmente 3 km lá trepámos a EN 304 em busca da tal “tasquinha”!  
A fome apertava e a hora já era tardia. Por isso demos volta às “burras” e regressámos a Monção onde íamos ter uma refeição singela mas nutritiva. 
Para além da boa comida não faltou o tão desejado Alvarinho!

Como já é da praxe antes de retomar a biclada houve a “fumarada”.

Terminada a sessão de "xuto" admiramos a bela paisagem e as esculturas aí presentes.

Para pisar o território hispano passámos novamente por um passadiço, ainda não terminado, na margem do rio Minho.
Passámos a ponte Internacional que nos liga aos nossos “hermanos” de Salvaterra e encetámos uma extraordinária segunda parte que nenhum de nós previa.

Rolamos ao longo do “Paseo Fluvial”, local aprazível para praticar desporto ou simplesmente passear em família e com uma vista estupenda sobre o rio.

Findo o “Paseo Fluvial” tivemos a sorte de seguir, durante alguns minutos, por uma espécie de estrada térrea rodeada por um arvoredo bem refrescante e a dado momento acompanhados pelo rio Téa que é um afluente do rio Minho.

Terminado este momento bucólico atravessámos uma ponte medieval sobre o rio Téa e logo na saída avançámos por uma estrada que tinha uma paisagem fantástica sobre o vinhedo da Quinta de Fillaboa.

Enquanto apreciávamos o passeio passámos por algumas aldeias rurais parecidas com as nossas (ou não!).

E…chegámos ao momento mais agradável desta jornada quando entrámos num estradão e mais adiante nos trilhos da “Rede Natura 2000 Baixo Miño” que nos iriam deliciar ao longo de mais de uma hora de aventura betetista.
Logo no início apreciámos canoístas que praticavam polo canoagem…

A partir daí foi a tal desbunda… trilhos espetaculares por florestas densas… singles tracks de arrepiar visto que estávamos na encosta do rio Minho e ao mínimo deslize era banho pela certa... Enfim foram momentos tão bons que o nosso Batedor enganou-se e levou-nos a fazer “replay” do mesmo percurso. Cá para mim ele sabe MUITO!  ( ele é terrível! J )… Mas pelo bem que nos fez estás perdoado!

Adrenalina após adrenalina lá chegamos a Tui onde o nosso Wolf desejava, há muito vinha uivando, ir “beatar” à catedral desta localidade. No entanto os “ateus” ocasionais  ou perpétuos desviaram-se dos seus uivos e rumaram à ponte que nos une dos nossos “hermanos”.


         Atravessando o rio Minho...

         Finalmente Valença!

E pronto, foi uma biclada recheada de coisas boas e sobretudo onde amizade entre os participantes foi bem patente. 
Pena foi que mais BiKeNaTuRas não tivessem tido a oportunidade de desfrutar deste cantinho tão lindo do nosso “retângulo”… Olha quem escreve! Pensarão os meus amigos BiKeNaTuRaS J    
O Skriba

Foram Alvarinhados 55 litros… J

Os BiKeNaTuRaS:
,  e

O nosso amigo:





Paulo Carneiro








3 comentários:

Dida disse...

Viva!
Que grande relato. E os locais de provocar inveja.
Mas... quem pouco andou, muito menos tem hoje para pedalar (euzinha).
Fico-me pelas vossas descobertas e animados roteiros.
Parabéns
Dida

Belcoe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Belcoe disse...

Obrigado Dida! Nunca é tarde para retomar as bicladas...Olhe para mim!
O que mais me custa é se não fosse a Dida a encorajar o "pobre" Skriba a relatar mais ninguém o faz...Cosas della vita! Bem-haja amiga.