Próxima saída sabado 26 Maio pelas 7,30 horas na Paluse .

sábado, 3 de outubro de 2009

"OS 7 MAGNÍFICOS" NO GERÊS E NÃO SÓ...


"Há sitios no mundo que são como certas existência humanas: tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição. Este gerês é um deles."

Miguel Torga, Diario VII

Pois é! Os BiKnaTuRa nunca imaginaram que iam fazer esta aventura quando iniciaram as suas bicladas domingueiras. Mas como tudo na vida cresce (ou quase tudo) o nosso apetite aventureiro também fermentou. Assim no dia 03 de Outubro arrancámos da sede com as "burras" enfiadas na carrinha de apoio e lá fomos ao habitat natural de um nosso bem conhecido "ET". Nesta jornada tivemos a honra de ser acompanhados pelo JR... alguns vão dizer que ao convidar o meu Boss é suborno pela certa hehehehe!... será mais dor de cotovelo. Mas lá chegamos ao São Bento da Porta Aberta todos bem dispostos. Tiramos as biclas da carrinha e quando ouviu-se " Já não vou poder ir convosco!...parti o desviador!!!" Era o JR.

De facto tentámos tudo para remediar o problema mas não foi possível. Assim após tomar o café da praxe e de nos despedir do meu Boss lá arrancamos para uma subida bem longa e difícil. Convém dizer que a ideia nunca foi abandonar o nosso amigo, a ideia era ele ir até a vila do Gerês arranjar a bicla num garagista e depois ir ter connosco de carrinha. Infelizmente isso não foi possível e o JR apanhou uma "seca" de 4 horas.




O grupinho subiu até Covide sem grande dificuldade sempre animados e contemplando a lindíssima paisagem que se oferecia aos nossos olhos.
Chegados a Covide viramos para o Campo do Gerês. Realmente para quem gostar passar uma férias sossegadas mas com muita aventura nada melhor que este sítio. Poderá dar passeios a cavalo, moto 4, BTT e pedestre...para quem gostar de actividades mais radicais também poderá fazer slide, paintball, rappel, escalada e até tiro com arcos. Fantástico!
Depois seguimos ao longo da margem da barragem de Vilarinho das Furnas num estradão em terra onde estava programado o nosso lanche. A paisagem é deslumbrante entre o verde da flora, o azul do rio Homem e o castanho das rochas. No entanto temos de lamentar o PRETO dos "famigerados" incêndios de Verão que aí se podiam sentir. Com a água do rio Homem a molhar-nos os pés estacionamos aí para o lanche matinal.



Lanchar deve ser a palavra mais desejada nas nossas bicladas porque é sempre uma farra.
Há quase de tudo um pouco e há também os que gostam das "boleias" e ainda por cima reclamam com o que se lhe dá...não é Wolf ?....hehehehe! As tuas bolachas não prestam mas quando não as levas eles reclamam logo... O local escolhido é muito aprazível por estar à beira rio e a paisagem é repousante. As encostas são cada vez mais íngremes e pobres porque as culturas rareiam.


Findo o lanche tão apreciado retomamos o estradão que nos ia levando pelo Trajecto da Via Nova na Milha XXXI onde podemos apreciar as famosas Geiras romanas. Aqui o Quercus Man deu-nos uma sucinta explicação sobre estes"marcos miliários". Para quem não sabe a Geira Romana é um percurso com mais de 2000 anos, que era utilizado, na antiguidade, pelos romanos para ligar Brácara Augusta (Braga) a Astorga (Espanhã). Inicialmente este percurso tinha 300 km's de extensão. Actualmente, quase todo o percurso está "apagado".
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Montámos as nossas "burras" e percorrendo lentamente a Milha XXXI engatámos na XXXII. Parámos numa ponte de madeira (contemporânea) onde a vista sobre o rio Maceira é esplêndida. Atravessámo-la e do outro lado deparamo-nos com ruínas num sítio paradisíaco onde a flora era serrada mas refrescante. Para prosseguir a rota traçada tivemos de atravessar uma outra ponte em madeira mas desta vez com a bicla à mão para apreciar melhor a paisagem...

Continuamos, penso eu, pela Milha XXXIII que possui um pavimento, embora sendo plano, mal conservado, estando reduzido a uma camada de calhaus. Esta pausa fora dos selins veio mesmo a calhar porque permitiu-nos descansar os "pacotes".

Continuando esta passeata uma vez a pé outra em cima da bicla lá fomos subido até encontramos mais uma ponte de madeira. Este lugar prendeu-nos de imediato aos seus encantos...creio que não vale a pena descrevê-los...apreciem por favor as fotos...comentários para quê!



Depois desta paragem obrigatória lá retomámos a nossa biclada e...também o pavimento empedrado. De facto esta Milha é excelente para as vistas... para as bicla hum!...não sei não! Mas lá fomos dando às calcantes e de vez enquando aos pedais.

Gosto de BTT mas para mim tranportar a bicla às costas é algo de penoso e sobretudo de revolta visto que comprei-a para montá-la e não o contrario. Este desabafo tem o seu significado porque sabia que estava a chegar o momento em que o TBCAD (Transporte de Bicla Com Apoio Dorsal- segundo o meu estimado amigo ET) ia ser o prato seguinte.

E lá chegou ele quando a roda dianteira calcou a água do Rio Homem. Seguiu-se, para mim, o momento talvez mais alto deste passeio...Atravessar este rio é algo que me fez realmente lembrar a radicalidade da aventura. Claro que não teve qualquer dificuldade mas tive a sensação de fazer parte integrante da Natureza. Foi bom ver nos rostos dos BiknaTuRa a alegria desta passagem para a outra margem.
Já agora tinhamos como pano de fundo a recente ponte S.Miguel que foi construida no âmbito da conservação e valorização da Geira como forma de possibilitar aos visitantes da Geira a passagem, sem dificuldades, sobre o rio Homem, de modo que o trajecto entre a Albergaria e a Portela do Homem se torne uma dos mais apelativos, onde, em tão pouco espaço, se pode conviver e evocar factos importantes da história da região, ao mesmo tempo fruir de um cenário ambiental genuíno e de rara beleza.


Mas continuemos o relato...
As biclas teimavam em não se deixarem montar porque o trilho estava florido com calhaus e só calhaus ...bem às vezes lá apareciam algumas pedrinhas e silvas com amoras.

O nosso Tenor que já vinha a algum tempo a cantarolar cantigas de escarnio e maldizer sentiu que esta última parte da via ia ser penosa...e com muita razão porque até à Portela do Homem (fronteira), são alguns quilómetros a subir, a rudeza do trilho deixou as nossas baterias físicas bastante em baixo. No entanto a beleza da flora é suprema e só por isso valeu a pena gastá-las.






Mas como somos DUROS de roer lá chegámos à Portela do Homem com a sensação da peregrinação concluída (reparem na expressão de satisfação do Wolf e o cançaso estampado no rosto do Batedor).


Para internacionalizar este passeio atravessámos a fronteira e tirámos a foto de família para mais tarde recordar e mostrar aos nosso netos que houve tempos em que o vovó também andava sem bengala...e desde já agradecemos ao nosso Presidente-Karateca de nos ter concedido esta pequena pausa Kit-Kat...




Finda a pausa iniciámos, pela estrada, as descidas e subidas através da Mata de Albergaria. A Mata de Albergaria é um dos mais importantes bosques do Parque Nacional da Peneda Gerês, constituída predominantemente por um carvalhal secular que inclui espécies características da fauna e da flora geresianas.
Parámos sobre a ponte, talvez, mais conhecida para quem utiliza o carro. Aí além de termos apreciado a beleza da cascata e lagoas iniciou se o grande enigma sobre a existência ou não do Monstro das Lagoas. Esta dúvida só foi esclarecida numa foto tirada e ampliada onde aparece o tal Monstrinho.

Depois dessa longa discussão lá prosseguimos pela Mata de Albergaria. Eu bem ia iludindo os meus colegas de passeio dizendo "... a descida é a seguir àquela curva..." ...mas... até à portagem foi quase sempre a subir. O esforço foi tão duro que o nosso Presidente ficou para trás e lá tive eu de ir ter com ele...sim porque uma ajudinha psicológica à hierarquia é sempre bem vista...hehehehe! Quem não teve compaixão foi o nosso Tenor que mal o terreno começou a empinar lá foi subindo ao seu ritmo e só o apanhamos na Vila do Gerês onde estava a nossa espera.
A descida para à Vila do Gerês foi alucinante não só pelo serpentear do alcatrão como também pelos obstáculos, pouco normais nas nossas estradas, que por aí fomos encontrando.
Àchegada lá estava o meu Boss sorridente sem o menor azedume por ter ficado "em terra". Mais tarde soubemos que como bom biklista que é fez várias subidas desde a Vila do Gerês até ao São Bento. O Nosso Tenor farto de andar e cheio de fome atirou com raiva a sua montada para o piche..
A partir daqui vieram as partes melhores da jornada...COMER!!!!! Lá fomos todos até ao restaurante Cruzeiro em Terreiro perto de Amares. Nada melhor após um exercícios deste calibre uma excelente refeição para repor as energias perdidas.                             








Com as barrigas cheias ficámos algum tempo na galhofa na praça principal dessa "terriola".







Por muito esquisito que pareça o Batedor deu-nos a ideia de terminar a nossa aventura numa tasca conhecida dele...E lá fomos nós "esfomeados" para aquilo que ia ser a mais dura subida do dia... seguramente é uma Extra-Categoria!...Era uma casa à face da estrada com uma ramadinha a proteger do Sol o serviço de esplanada. Aqui é que as coisas aqueceram...e de que maneira! Começámos com sopas de vinho com pão de milho caseiro (quentinho), passando pelas deliciosas castanhas da zona e terminámos com a ingestão de nozes utilizando um quebra-nozes bem peculiar. Quanto ao vinho nem será preciso comentar bastará ver as fotos para ficar com o "beicinho".
E pronto! cheguei ao fim deste extenso e penoso relato tal e qual como foi a nossa aventura. Fica o desejo de que este passeio seja o primeiro de muitos no Parque Nacional Peneda-Gerês porque existem muitos outros trilhos para percorrer e sobretudo muitas tascas também...

O Scriba
Fotos: Scriba e Batedor


O percurso teve 41 kms e foi concluído em 3h14m (andamento).

Os BiknaTuRa
Scriba-Batedor-Wolf-Quercus Man - Presidente - Tenor e...
                                                                             o Boss

domingo, 27 de setembro de 2009

DOMINGO DE FEIRAS


Parece um passeio para comerciantes mas não o foi… Lá fomos aparecendo às pinguinhas no local do costume…bem…todos não… porque o nosso ilustre Costa do “Castelo” ainda estava adormecido no seu feudo (peço desculpa ao outros mosqueteiros mas sem o Costa os passeios não têm “sprints”). Subir Airão? Esta pergunta foi logo barrada pelo nosso “Wolf” dizendo que a preparação ainda não estava ao “ponto”... CICLOVIA ouviu-se…e pronto lá fomos… Não sei porquê mas a descida para Famalicão é sempre feita a alta velocidade…sobretudo quando o “fugitivo” do costume está…Vocês sabem de quem eu estou a falarrrrrr!!!… Chegados a Famalicão o nosso amigo “jardineiro” o tal das tangerinas, clementinas ou sei lá que mais, apontou para a linda "montée" do Leclerc. Nessa altura ouvi atrás de mim uma voz irónica dizendo “... para um passeio de BTT não falta alcatrão!!!..". Concordei logo mas quem ia à frente tem rodas de triciclo por isso... hehehehehehe! Enfim, de Airão íamos para a ciclovia…vista-la? Nem eu…Mas lá fomos todos felizes. Falhada a ciclovia pensamos ir rezar a Balasar…Pensamos disse!… porque a minha pessoa lançou a ideia de irmos até Rates. Que rica ideia! Mal chegamos fomos assediados por umas belas “ratinhas” (não é Américo?) que nos ofereceram tudo o que tinham para comer.
Ofereceram!!!!! alguém pagou…quem não sei…mas que os bolinhos de cenoura e o café estavam bons, lá isso estavam. O nosso grupinho é solidário com qualquer causa sobretudo quando a ajuda é feita através dos maxilares…Sim porque tivemos todo o prazer em contribuir para as obras do Salão Paroquial de “Ratas”

Como tínhamos falhado a reza em Balasar houve quem ainda tentou mas só ficaram pela entrada (acho que estavam à procura do letreiro “ Há Pataniscas e Vinho Doce).

Depois deste dois comunicarem que não havia o que desejavam fomos contemplados com uma peregrina fotógrafa que nos tirou Mil e uma fotos em todas as posições
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Depois de encher as panças lá íamos regressar pela TAL CICLOVIA quando o nosso “curso de água natural” quis saber que nome se dá às habitantes de Rates…“RATINHAS" disseram elas …hehehehehe! Sugestivo não?

Bem…lá regressamos pela ciclovia.

Pouco depois ouviu-se “ E o lanche!!!!!! Temos de lanchar!!!!!” Quem seria o esfomeado? Claro! o nosso “Wolf”...Lá paramos na nossa “ponte” para o repasto. Aí apreciamos a passagem das escuteiras que dedicaram esta manhã à bicicleta (estão a rir mas tinham selim…).

Rabiotes sobre os selins e os narizes colados aos guiadores fizemos a dezena de quilómetros até Famalicão a um ritmo infernal. Chegados aí dirigimo-nos à feira dos “cornos”. Admiramos cornos pequenos, médios, grandes, enormes e até floridos.

Para terminar este enfadonho relato fica esta observação do nosso “ Quercus Man” ao ver os gigantes bovinos…
“ISTO NÃO SÃO BOIS… SÃO CAMIÕES TIR…”

P.S. (não é para votar Partido Socialista) foi um domingo bem passado com os condimentos necessários para fazer esquecer a hora madrugadora que saímos. JC “Superstar” desculpa de não te ter citado nesta aventura mas a tua presença é fundamental para que eu apareça nas fotos…heheheheh…e para findar aqui vai um desejo amigo para o “Quercus Man” …aparece sempre porque a ausência é a presença da saudade.
o Scriba
Fotos: Scriba e Batedor


63 kms em 3h45


MAIS FOTOS AQUI:





domingo, 16 de agosto de 2009

"...E TODOS AS FÉRIAS LEVARAM..."



Aqui vão as fotos de um óptimo domingo passado entre Codessos e a Assunção... Claro que "NÓS OS DUROS" (Eu e o Batedor) tivemos enormes saudades de vós "EMPENADOS" sim porque sempre que o terreno ficava inclinado vinha-nos à memória as fotos da nossa última saída (sobretudo as vossas em que se vêem as vossas caras exaustas e já agora lembrem-se que as bicicletas foram inventadas para serem montadas e não para serem empurradas no alcatrão...ehehehehe)...enfim...adiante... Então lá partimos às 7h em direcção a Caniços (nada melhor que uma descida para gelar bem). Subimos até Rebordões e descemos até São Tomé de Negrelos. A partir daí foi quase sempre a subir (10 kms) até a capela da Sr.ª do Socorro situada em Codessos. Aí é que nos lembramos muito de vós...inclinação como a de Porto de Olho...LEMBRAM-SE!...heheheh!...mas nós os 2 DUROS não estragamos os paralelos com as nossas solas...quem pode pode....lololo!... (com estas observações acho que vou levar no "focinho"). Depois de tirar algumas fotos lá nos metemos à aventura sem catanas levando mato e silvas nas fuças...Mas como somos DUROS ultrapassámos tudo com um sorriso nos lábios. 






Chegámos a Sanfins, não perguntem como porque nem nós sabemos, e iniciámos a subida para a Citânia (mais uma subida para trepadores natos como nós). 



Ao chegar ao cimo fomos contemplados com 2 bttistas que ao saber que queríamos ir até a Assunção fizeram questão de nos guiar até a mesma (isto da fama é coisa que não gostamos mas eles insistiram...). Bem! lá fomos atrás dos 2 cicerones (atrás só quando havia silvas e ramos para desbravar...logo que o terreno ficava livre acelerávamos para lhes mostrar quem eram os DUROS...) 



Após uma viagem extraordinária cheia de aventura e adrenalina lá chegámos ao santuário com um dos nossos cicerones que tão entusiasmado fez questão de dar um tombo digno da nossa presença. Após o lanche, bem merecido, no adro do santuario (esta parte também fez-nos lembrar e muito o Ginho e o António...) lá nos separamos dos amigos ocasionais que ficaram felizes por nos terem guiado. Nós os DUROS fomos beber um sumo e uma cola...o JC pagou...já agora quem era a pagar? Estão ver que nós pensamos muito em vós! Então lá pegámos nas nossas BURRAS e descemos por um trilho espectacular cruzado a dada altura pela pista de Downhil. Depois de tanto e fartos de descer, se fosse mais cedo até íamos para trás, lá tivemos de subir para Bairro. Foram 40 kms em 3h42mn cheios de pura aventura...sim porque nós os DUROS levamos para casa mais umas medalhas para as nossas carinhosas esposas curar...heheheh!.
Agora para findar e sem ironias posso vos assegurar que este passeio terá de ser feito, por todos os BiKnatuRa, logo que possível porque é extraordinário...Se o percurso intimidar alguns não tenhais medo porque Eu e o JC já estamos habituados a ver as vossas BURRAS a serem empurradas... hehehe!...
Um abraço para todos principalmente para o Presidente, o Quercus man, o Wolf e o Tenor...ou seja para os "vacanciers", que as férias sejam benéficas em termos de descanso sobretudo para os vossos braços cansados devido aos empurrões feitos às vossas biclas...


Abraços aos Empenados,
do Scriba e do Batedor
O Scriba


Fotos: Scriba e Batedor


 40 kms em 3h42m