Próxima saída sabado 26 Maio pelas 7,30 horas na Paluse .

domingo, 27 de dezembro de 2009

ECOVIA DO "LETHES" COM TRANCINHAS E PINTASSILGOS...

Este passeio serviu de complemento ao efectuado em 17 de Maio, intitulado " O comboio não apitou 3 vezes...e o rio não foi esquecido", porque decidimos ir de Ponte de Lima até Ponte da Barca pela Ecovia e seguir pela estrada até Arcos de Valdevez. Com ou sem bruxaria lá conseguimos que o São Pedro fosse intimidado e nos deixasse levar a cabo a que seria a nossa última grande saída de 2009...e que saída!. O encontro na sede foi marcado para às 8h30m e só o nosso Tenor decidiu não participar nesta opereta devido, segundo ele, a uma fartança de gula que o não deixava pedalar...Cá para mim este singer só gosta de participar nos passeios quando na meta existe um banquete digno de se "gular" e que ele possa participar nele com a pança vazia...Hehehe! Mas enfim, lá arrancámos da sede com as burras enfiadas na carrinha em direcção a Ponte de Lima. O 1º momento emotivo do passeio aconteceu quando o tombo do nosso Presidente foi relembrado ao passarmos pelo local onde se deu a queda.

 Mal tínhamos tirado as biclas da carrinha ouviu-se a voz do Quercus Man dizer " A minha bicla tem um furo...". Mau! mau!... Esta alerta lembrou-nos de imediato a pandemia de furos registada no passeio de 17 de Maio. Salienta-se o facto de que o nosso Quercus Man não pegava na sua ginga desde o passeio ao Gerês, 03 de Outubro, o que nos levou logo a rosnar-lhe " É falta de uso!!!...". Consertado o rombo e cheios de frio, estavam 4º, fomos tomar a nossa bica.

Iniciámos o Troço dos Açudes pelo mesmo estradão que já tínhamos apanhado da última vez. O 2º momento emotivo foi a paragem obrigatória no local onde o nosso Wolf tambématirou-se para o saibro. Entretanto, muito perto daí, o Batedor igualmente fez questão de sacar uma égua e ir ouvir de perto o crescimento das plantas aí existentes...Acho que foi por solidariedade com os outros dois...Heheheh!

A beleza desta via onde os vários tons de cores quentes que possuem as folhas e as árvores é digna de um poema bucólico de Virgílio. No entanto existiam muitos ramos espalhados pela ecovia fruto do forte temporal sentido nos dias anteriores.





Lentamente, saboreando o odor característico e saudável dos eucaliptos, chegámos aos Moinhos de Água de Gemieira. Este local é paradisíaco...delicie-se com as fotos que se seguem...





Esta pausa foi desfrutada com um deleitamento e regozijo ímpar nas nossas escapadelas de duas rodas. Mas, como tudo que é bom acaba, retomámos a nossa jornada e levando em mente este adágio presente neste sítio tão encantador.










Pouco mais à frente deparámo-nos com a primeira invasão do Lethes às suas margens.


A segunda foi bem pior porque foi impossível continuar... o Batedor bem tentou mas a bicla não é anfíbia... Lá tivemos de retroceder algumas centenas de metros, felizmente foram poucas, até encontrarmos um caminho que nos levou através campo passando ao lado da ecovia.

Novamente na ecovia passámos por várias pontes, sobre afluentes do Lima, construídas a poucos anos.

Tivemos o privilégio de passar pela barca de Caronte que apresentava um desleixo notório...Ou será que devido À CRISE ACTUAL nenhum comum mortal terá o Óbolo para ser transportado?...Até aqui o negócio vai de mal a pior...

Deixemo-nos de parvoíces e continuemos... A biclada continuou entre a margem do rio e algumas incursões nos campos cultivados e até, por vezes, entre vinhas. 

Parámos em Bravães mais precisamente na Praia Fluvial da Fonte Santa. Aí o nosso Quercus fez questão de ir até muito perto do Lethes para saborear a flora resplandecente da outra margem.

Rolamos mais algumas centenas de metros para parar na Fonte Santa. É uma fonte monumental em cantaria, obra de meados do séc. XVIII, de frontão rectangular, onde se abre um nicho em concha, actualmente sem imagem. Por baixo deste nicho a água jorra com bom caudal de uma carranca, de forma humana, para uma bacia larga. Por detrás da fonte, velhas estruturas de muros, são talvez indicativas do local exacto da emergência desta água sulfúrea. Segundo a pesquisa, por mim feita, esta água é óptima para as doenças de pele. Igualmente foi relatada a cura de úlcera de estômago, por ingestão desta água. Mas dizem que para qualquer coisa na pele é o melhor que há...O nosso Batedor não se fez rogar e à vinda lavou copiosamente as suas mãos cheias de frieiras. 
Mas como a fonte não cura a fome lá montámos as burras e fizemos os últimos 2 kms até Ponte da Barca a um bom ritmo. Chegados à dita cidade parámos numa ponte em pedra cheia de encanto onde a corrente de água era rápida e fascinante.


Porque será que esta cidade se chama Ponte da Barca? Bem, ponte acho que é fácil deduzir... mas Barca!... Então fica aqui a explicação: A história desta vila prende-se com o atravessamento do rio Lima, tendo sido primeiro denominada de Barca, porque o atravessamento era feito na época somente por uma barca, e passado posteriormente para Ponte da Barca, aquando da construção da sua primeira ponte, provavelmente, em meados do século XIV. Finda esta explicação atravessámos a ponte e no Largo deCôrro estacionámos os nossos veículos à entrada do restaurante Varanda do Lima
Aqui está a cara metade da prática cicloturística...COMER!... É verdade! nós os BiKnaTuRa aliamos o prazer do pedal com o prazer de manobrar os talheres. O nosso repasto foi suculento, vejam só as fotos para ficarem babados, Trancinhas à Varanda do Lima eBifinhos de Vitela.

O maior inconveniente destes intervalos culinários é a contenção de alimentos que se tem de ter para poder de seguida fazer mover as biclas.  Mas lá conseguimos pô-las a rolar ao longo do Choupal de Côrro e pelo magnífico Jardim dos Poetas.

Ainda tivemos tempo para fazer "Down Ponte da Barca". 

Continuamos ao longo do jardim e mais à frente parámos para ver o nosso Presidente pronto a dar um mergulho no lago artificial. A brincar! A brincar!... quase que ia mesmo dar de beber à burra. Este lago é fantástico, sobretudo no Verão, porque para muitos serve de piscina improvisada e/ou para dar um pequeno passeio à beira rio/lago no paredão aí construído.

Estava na hora de deixarmos esta linda cidade e rumar a Arcos de Valdevez via N203. Chegados a este município rumámos para a Alameda Francisco Sá Carneiro onde pudemos apreciar a beleza natural do rio Vez que nos proporcionou uma paz de espírito.

De seguida atravessámo-lo e ficámos encantados com a vista da margem oposta.

Regressámos e parámos para tirar algumas fotos junto aos cavaleiros aí esculpidos. Aqui convém fazer um pouco de história...Arcos de Valdevez, para além de toda a sua beleza natural, é também uma terra histórica, onde, segundo reza a tradição, se encontraram as tropas de Afonso VII de Leão e de D. Afonso Henriques, em 1140, dando origem à consagração do reino Português, rezando a lenda que no combate se deu uma carnificina tal que horas passadas do combate ainda o Rio Vez levava, até ao Rio Lima, sangue em vez de água. Assim estes cavaleiros representam o duríssimo combate supracitado.

Depois deste momento mais culto retomemos o relato... Montámos os nossos "cavalos" e rumámos a Ponte de Lima não pela margem esquerda mas pela direita. Logo à saída parámos, junto ao rio, para perguntar o nosso caminho e... ouvímos a voz sussurrada doQuercus Man :" Venham ver este castanheiro... está cheio de Pintassilgos!..." Haviam de ver a alegria deste BiKnaTuRa feliz de observar esses Carduelis carduelis voando e pousando nos ramos do Castanea sativa. De facto eles são belíssimos e conseguimos captá-los nas nossas objectivas para a grande alegria do Quercus Man e não só.

Após esta paragem regressámos sem grandes motivos de registo... a não ser o óptimo andamento imposto por todos os elementos do grupo e as belíssimas fotos tiradas.

Muito perto de Ponte de Lima ainda houve tempo para o famoso lanche BiKnaTuRa...É de facto famoso, para nós claro, porque é sempre muito divertido. O Quercus Man e oPresidente estão sempre dispostos a  "entrar um com o outro..." desta vez o tema era algo sobre o Bolo-rei que o Quercus trazia.

Já de noite entrámos na cidade do Lethes com a sensação do dever cumprido...


E pronto... lá chegámos ao fim de mais uma jornada muito bem passada completando o percurso da  Ecovia do Lethes que nos faltava só com um furo e sem o stress de apanhar o comboio. Mais uma vez  realço a cumplicidade do grupo tanto nas contrariedades como nas alegrias. Fica aqui o último registo de que desta vez eram 4 máquinas a captar as ocorrências, ou seja, mais trabalho para mim...Não faz mal quem trabalha por gosto...
O Scriba
As burras andaram 51 kms em 3h43m.
Participantes: Presidente, Wolf, Batedor, Quercus Man e Scriba.






domingo, 13 de dezembro de 2009

ÁGUAS SULFUROSAS, MERGULHOS E BAILARICOS NO AMIEIRO GALEGO


Doido!!! É o comentário que me costumam fazer sempre que nos dá na gana de deixar as nossas caminhas tão quentinhas e galgarmos porta fora em busca de mais um pouco de aventura. Na verdade logo que a ponta do nariz saiu da porta, o cheiro e a sensação a frio era muito, para além das nuvens negras que se avistavam no horizonte e que não agoiravam nada de bom. Por momentos fiquei indeciso e cheguei a dar razão a quem proferiu tal afirmação. Mas não. Capacete na cabeça, bicle afinadinha, e lá fui eu, como me compete, abrir a nossa sede e ter com os meus companheiros. Como é habitual eles já lá estavam, afoitos e decididos como o costume. Ainda aguardamos um pouco na esperança que o nosso Quercus Man aparecesse mas pelos vistos a temperatura da cama pesou mais na sua decisão.
Imbuídos da nossa loucura, e antes que as nuvens ameaçadoras nos resfriassem o ímpeto, metemo-nos ao caminho. Na indecisão do rumo a tomar, optamos pelo trajecto do costume, isto é, Famalicão. Os caminhos para lá chegar foram vários. Alguém teve a ideia de ir em direcção ao Calvário de Novais.


Não sei que tipo de penitência teria para pagar mas o custo coube todos. Bem sei que precisávamos de aquecer, mas daí a castigar as nossas burras ao ponto de elas não aguentarem connosco em cima e ter que nos apear… coitadinhas. Ufff, alguém se esqueceu de prover aquele caminho de um ascensor.


Depois de deixar acalmar os batimentos cardíacos descemos o monte por trilhos já por nós desbravados e que nos deu para chegar á estrada que liga S. Mateus a Vermoim Solicita-se o nosso Batedor).
Mas isto do asfalto não é muito a nosso gosto e por isso há que virar logo à direita o que deu para apreciar uma espécie de canil, sempre aceleradinhos, não vá algum deles saltar a rede morder-nos os pneus. No entanto, isto de passar por bichinhos enjaulados (à excepção destes, claro) não tem nada de interessante e mereceria mesmo o repúdio veemente de Quercus Man, pelo que, não foi preciso andarmos muito para nos confrontar com os ditos cujos cheios de entusiasmo à nossa espera. Só que desta vez não havia qualquer tipo de muro ou rede a separar-nos. E nós, ignorando que a única forma de eles nos aplaudir é abrir a boca mostrar aqueles dentes afiadinhos, arrepiamos caminho. Mas logo entendemos a intenção das criaturas e com alguma coragem virtual lá passamos pelos nossos fiéis amigos a olha-los de soslaio e sem os cumprimentar. (Não é má educação).
Por entre atalhos, trilhos, veredas e algum asfalto, chegamos a Famalicão.


Era hora de café. E aqui uma demonstração de serviço eficiente. Logo que nos apeamos lá estava a mesa do costume e os cafés servidos.
Depois de alguma conversa de cujos assuntos não recordo, o nosso Tenor lembrou que, com muita pena sua, teria de nos deixar. Outros compromissos o chamavam. E nós compreendemos muito bem e, confesso, temos orgulho em termos no grupo um tenor no auge da sua carreira e o privilégio de usufruirmos, de vez em quando, das melodias que saem da sua garganta… e não só eheheheheheh. Exprimindo a vontade de não gostar de vir sozinho, apelamos ao nosso altruísmo e fizemos-lhe companhia até Landim. Já sem Tenor, chegou a hora do lanche. E nada como nos refastelar, comendo e bebendo a ouvir o chocalhar das aguas bravas do riacho misturado com a vasta fauna lá existente (solicita-se o nosso Quercus).

Como a hora não ia adiantada, alguém sugeriu que continuasse-mos, mais com a intenção de queimar tempo e calorias, seguindo o trajecto Riba de Ave/Vila das Aves/Bairro. Para isso avançamos a velocidade de cruzeiro. Durante o percurso, confesso, veio-me à memória as Termas do Amieiro Galego e por isso não podíamos desperdiçar oportunidade de as visitar. Mas pelos vistos outros tiveram, e ainda bem, a mesma recordação, pois sem me aperceber, já o nosso Batedor desviava à direita, antes de chegar à igreja de Vila das Aves.

47 kms em 3h14m
Participantes: Presidente, Tenor, Batedor, Wolf e Scriba


Mais Fotos:




Sem me querer alongar mais no relato. Gostaria de lhe inserir este testemunho que outrora me foi solicitado para o trabalho escolar.

Testemunho sobre o Rio Ave

“Se há algo que não invejo nos infantis e adolescentes de hoje, é a vivencia que eles não têm nem nunca poderão vir a ter e que eu e os muitos rapazes e raparigas da minha idade conseguiram desfrutar e usufruir das belíssimas margens e leito que o rio Ave nos granjeava”.



É, na realidade, com grande tristeza, que visito hoje os diversos locais por onde parei em tempos, já muito longínquos, mas ainda vivos na minha memória.
Recordo as zonas que nós designávamos de: Amieiro Galego; Areal; Vale de Tábuas (situado logo abaixo da ponte de Pinguela que liga Bairro a Vila das Aves); Portos (situado em Burgães, muito perto do actual parque da Rabada; Santo Tirso (sob a ponte principal, e junto ao moinho. Este local dispunha de barcos de passeio e disponibilizavam uma prancha para mergulho.
Foi, no entanto, nos dois primeiros locais que passei parte da minha infância e adolescência.
O primeiro, ficava logo imediatamente a montante do segundo. Tinha um espaço provido com águas termais na margem da Vila das Aves e que era bastante frequentado por pessoas que buscavam nas suas características a cura para algumas das suas maleitas.
Do lado de Bairro existia (e existe) duas turbinas que produziam energia eléctrica para alimentar as fábricas de Oliveira Ferreira e Sampaio Ferreira em Riba d’Ave. A unir as duas margens está um enorme paredão com cerca de quinze metros de altura e dois metros de largura no topo com um pequeno declive a cair para jusante. Era este paredão que retinha as águas e formava a albufeira do Amieiro Galego. Aqui passávamos a maior parte dos tempos livres durante as épocas balneares. Lembro que este era o local reservado aos que já sabiam nadar muito bem porque era extremamente fundo e por vezes assustador. Também estava provido de barco que servia para transportar pessoas de uma margem para a outra. Por vezes, faziam-se competições ocasionais de natação que consistiam no atravessamento do rio, numa prova de meio fundo cujo percurso era desde o paredão até ao início da primeira curva e uma prova de fundo que começava no paredão e acabava numa pequena represa em Salgueirinhos (Delães).
O Areal, era o local mais espectacular. O nome advém precisamente das suas areias que ficavam depositadas na margem direita. Alguma dela estendia-se mais para o interior misturando-se com a erva curta fornecendo um local aprazível e que convidava aos arraiais de música que era trazida em disco de vinil pelos emigrantes. Eram autênticas romarias de pessoas da e fora da freguesia.
Mas, o cenário que nunca esquecerei será, com certeza, o momento em que as comportas da albufeira de Amieiro Galego eram abertas. Era um espectáculo único de se ver.
As grandes quantidades de areia que eram libertadas deixavam um manto prateado no leito do rio até ao Areal percorrido apenas por alguns regos de água e pela formação de pequenas lagoas junto aos penedos onde os muitos peixes que ali existiam se acantonavam. Deliciávamo-nos a percorrer esse trajecto a apanhar com facilidade os peixes que saltitavam nos regos de água ou nas pequenas lagoas.
Já estava a entrar na juventude quando tomei banho pela última vez no Rio Ave. Tinha-me apercebido que a pele do meu corpo manifestava algumas alergias após o banho e cujo efeito só era atenuado com o posterior banho das aguas termais que sobravam para uma bica a brotava constantemente.
Foi com grande tristeza e desalento que constatamos que os seus níveis de poluição já não permitiam que usufruíssemos dele.
Diziam-nos que era um mal menor. Que a indústria seria mais importante para o desenvolvimento da região.
Pena foi que não acautelassem a sua poluição e que o dito desenvolvimento fosse feito a custa da morte do Rio Ave.
Ainda tentaram, há cerca de dez anos atrás, colmatar esta situação através dum plano integrado de despoluição do rio, financiado pela CEE, construindo condutas de esgotos junto das suas margens o que, na minha opinião, para além de ser muito pouco provável que o rio viesse a ser despoluído, como veio a acontecer, matou de vez uma eventual possibilidade das suas margens virem novamente a serem povoadas.
O Presidente

domingo, 29 de novembro de 2009

ESTOU A BRINCAR


Em jeito de intróito ao nosso blogue, e porque me coube dar capa ao mesmo começo por dizer que a finalidade das nossas pedaladas aos domingos, essencialmente, não têm por objectivo a prática tauromáquica nem a de guardadores de gado. Aliás, e relativamente à primeira, uma demonstração de valentia que eu sempre admirei, mas, desde logo, perdi a ideia. Não foi, de forma alguma, por não ter ajudas à altura, (estiveram tanto á altura como à distância) mas achei que o touro, por um lado, não correspondeu às minhas expectativas em termos de coragem e por outro lado estava demasiado enfeitado para o meu gosto, dando mesmo aspecto de um touro amaricado.


No entanto, louve-lhe a sensatez de se ter resignado uma vez que não tinha grandes hipóteses com adversários como nós como poderão constatar pela postura irredutível e arrojada do cabeça do grupo (basta olhar para o rosto dele???)
Se bem reparam, esta foto foi tirada na Patagónia, da primeira vez que lá estivemos, num dos muitos planaltos que a região comporta. Mas, pensando bem, para quê deslocarmo-nos à Argentina se temos aqui bem perto de nós uma serra com planaltos com a mesma beleza e quadrúpedes com esta exuberância e profusão, que por lá deambulam. Por isso companheiros, não vale a pena ir ao estrangeiro.






Devem lembrar-se das nossas idas á Cabreira? Não. Até parece que esta imagem lhe pertence. Quiçá. Penso que já enfrentamos criaturas como esta por lá. Lembro-me até de um senhor que tentou montar um exemplar e que de imediato senti a sua investida que o obrigou a recuar no terreno e nas intenções.



Não sei mesmo se um daqueles montinhos que se relevam do chão estará impregnado com algum efeito residual de uma diarreia que, de repente, o acometeu quando sentiu o boi atrás dele. Valeu-lhe, na circunstância, o uivo estridente do nosso wolf, que está sempre presente em momentos de aflição. 







Pois bem amigos, acima de tudo, sejamos felizes e alegres e que o divertimento esteja sempre presente nas nossas intenções.



·        "De forma alguma usarei a expressão em título porque ela reveste-se de um carácter ofensivo à nossa inteligência.
De facto, ao proferirmos esta afirmação, em primeiro lugar, perdemos toda a piada e em segundo lugar, pressupomos que o nosso interlocutor não entendeu o humor que estava intrínseco no texto ou na conversa, o que é a mesma coisa que lhe passar um atestado de ineptidão.
Se, de todo, nos apercebermos que há alguma dificuldade na compreensão do humor, devemos recorrer a outras expressões tais como: “Agora, falando a sério…”, entre outras, sempre acompanhada com um sorriso no rosto. "
O Presidente