Próxima saída sabado 26 Maio pelas 7,30 horas na Paluse .

sexta-feira, 23 de maio de 2014


 
MANDARILO
SERÁ O 11º.
Foi jovem. É jovem. É rapaz do nosso tempo. A garra está-lhe no corpo, o sangue corre-lhe na guelra. O tempo de estágio provou ser um elemento que irá fortificar a coesão e a perdurabilidade dos Bikenaturas. Foi tempo suficiente para granjear toda nossa estima por ele.
O seu nome de guerra é MANDARILO. A sua origem, reza a lenda, remonta aos tempos de primeiro emprego e que seria alcunhado por este epíteto por um colega de trabalho.                                           
Foste e serás sempre bem vindo ao grupo.
                                                                                   
                                                                                 

sábado, 5 de abril de 2014

ENTRE S. MACÁRIO E DRAVE









É assim. Às vezes dá-nos a gana e lá vamos rumo ao desconhecido.

Desta feita, foi o xisto da serra de Montemuro, o enigma e a curiosidade em torno da aldeia Drave que nos moveu.


A saída já estava publicitada há alguns dias e o convite alargava-se a todos os Bikenaturas e amigos que nos quisessem acompanhar.

Marcaram presença na nossa sede, El Presidente, Tenor, Batedor, Wolf, Mister e Riones.
Partimos por volta das 7H30 rumo a Arouca onde nos esperava o Luís, amigo de Riones, que tinha sido convidado a acompanhar-nos e que viria a ser-nos muito útil, uma vez que morava naquela região. 


A estrada para o monte de S. Macário (local onde era suposto começar a nossa pena) a partir de Arouca é, como se esperava, muito sinuosa. As perspetivas climatéricas também não eram boas. E uma primeira passagem pelo Portal do Inferno (lembro que foi neste local que foi registada a velocidade máxima pelo Tenor de 57km/h) deixou-nos com a sensação de que iriamos ter um dia negro.
                        

Estas espectativas ganhavam mais consistência à medida que nos aproximávamos do cimo do monte, onde contornamos a capela de S. Macário, situada a cerca de 1060 metros de altitude para estacionarmos num pequeno parque de merendas semi abandonado situado um pouco mais abaixo e onde o frio, o vento e a chuva, em doses intensas, demoviam qualquer betetistas de enfrentar tais situações.






Realmente, meus amigos, a vontade de andar de bicicleta naquelas condições era reduzida.




Não fora o arrojo e a provocação do nosso companheiro Luis, que sem qualquer hesitação desmontou a bicla do seu carro e fez-nos ver para o que ali estávamos; a força e vontade dos Bikenaturas fazerem jus à intrepidez e perseverança que os caracteriza; e as burras ficavam muito bem na carrinha do Bat.

Valha a verdade, que as condições do clima eram bem melhores  à medida que íamos descendo de altitude.

Em contrapartida,  o ânimo e o corpo iam aquecendo.

                                    

 Drave, a aldeia de xisto, esperava por nós.
                                    


 E por entre trilhos, ladeiras, penhascos e alguns estradões, todos eles com duas coisas em comum: repletos de pedras e sempre ladeados por ravinas vertiginosas; avistamos a famigerada aldeia do cimo do planalto.




O trajeto para lá chegar era assustador e exigia de nós alguma técnica. Porém, à aldeia de Drave, parece que ninguém pode lá chegar montado na sua burra e tivemos que lhes dar descanso durante os dois últimos quilómetros onde tivemos a oportunidade de acompanhar um grupo de escuteiros que para lá se dirigiam.





Os registos fotográficos foram muitos nos momentos da chegada e da passagem pela aldeia e mais do que as palavras as imagens registadas dizem muito do que é e do que foi a vida daquelas pessoas.



É só diplomacia

O que as imagens não dizem nem contam é o quanto fomos amavelmente recebidos por um escuteiro de Almeirim (peço desculpa de não me lembrar do nome) que permanecia ali com um grupo a zelarem e a restaurar a única casa ainda habitável que lhes tinha sido doada pela última proprietária da aldeia.






Fotografia

Já estávamos a acabar o lanche e, claro, que não podíamos desdenhar o convite que nos fez para tomar café. O nosso obrigado e bem hajam.












A mostrar estar bem tratada, estava a capela que servia a aldeia e que, segundo contou o nosso anfitrião, ainda recebe uma procissão no dia 15 de Agosto vinda da povoação vizinha, Regoufe.





Já dentro da casa, e enquanto tomávamos o café, apercebemo-nos da evolução do restauro e das muitas recordações deixadas pelos visitantes.

Fotografia

Era tempo de abalar. Estava prevista uma passagem por Regoufe e decidimos avançar pelo caminho da procissão.



Fotografia


Fotografia

E, se para chegar a Drave foram cerca de 2Km apeados, para sair não víamos o início do trilho onde as pudéssemos montá-las. Tivemos tempo demasiado para pensar o quão penoso seria para os peregrinos em procissão fazer o percurso, carregando os andores e a padiola que transportava a última proprietária enquanto viveu (2000).



Finalmente, alcançamos um planalto que nos permitiu descansar os gastrocnémios e deambular por trilhos lindíssimos envolvidos numa cadeia de montanhas com fisiografias diversas e enigmáticas e que despertaram a curiosidade das máquinas fotográficas.





Avançamos em jeito de descida até avistarmos Regoufe.



Entramos por uma pequena ponte que atravessava um riacho de águas límpidas, o que nos provoca sempre um certo deslumbramento.

 

Aqui, o xisto deu lugar ao granito e os odores da natureza confundiam-se com os que eram exalados pelos cachos da Índia e os que derivavam da agro pecuária.


Tínhamos que avançar porque o tempo escasseava e esperava-nos uma escalada considerável até S. Macário. A juntar a esta dificuldade o agravamento do tempo, e que à medida que subíamos nos fazia lembrar o início do passeio e um pensamento constante no local que o Bat escolheu para o repasto.


Aldeia da Pena. Foi esta aldeia mítica situada nas profundezas do entroncamento de vários montes que albergava o Adega Típica da Pena. Com o frio que se fazia sentir, o restaurante mostrou-se muito acolhedor.



Tivemos algumas dúvidas se iriamos a tempo de uma boa refeição, pois ia a caminho das 5 da tarde.


                              
A afabilidade daquelas gentes é inabalável e prontamente nos foi sugerido uma boa costela ou bife de carne arouquesa.

Estava uma delícia!!!
Finalmente, o fumo que nos consolida a amizade e nos expurga do sofrimento.



Ora montados, ora apeados, ora sentados, foram gastas 2315 calorias, recuperadas 3014, para percorrermos cerca de 34km. (valores exactos, resultantes da média dos registos dos calorímetros e dos GPSs). Ufa! O trabalho que isto deu.
Venha o próximo.
  
                                                              Um abraço ao nosso amigo Luís.                      


sábado, 2 de novembro de 2013

NA SENDA DO ALVARINHO PASSANDO PELOS NOSSOS HERMANOS

        Após um interregno de mais de 1 ano (Pedraído sem tangerinas mas com fenomenal empeno!) regressei às lides betetistas.
Para nos acompanhar convidei o meu amigo de “estrada” o Paulo Carneiro que curiosamente também esteve nessa saída com os BiKeNaTuraS.
Confesso que só acedi ao convite dos meus prezados amigos, desconfiando sempre do meu caro Batedor, porque seria um “passeio” pelas margens do rio Minho, que conhecia perfeitamente visto que seria a 4ª vez que ia rolar nesta Ecopista, e sem a perspetiva do meu tão indesejado TBCAD.
         Sendo assim partimos de Bairro, 5 Bikenaturas e um quase Bikenaturas, em direção a norte onde se situa à última “fortaleza” lusa…Valença!
         Chegados lá deixamos os veículos num dos muitos parques de estacionamento que dão acesso à fortaleza.
         Sem demora montamos as nossas “burras” e transpomos as muralhas da fortaleza percorrendo de seguida algumas ruelas, ainda desertas, com o objetivo de tomar a tão desejada bica.

Carregado o depósito com cafeina lançamo-nos à procura da Ecopista do Minho… E lá a encontrámos ao fim de algumas centenas metros. No entanto entrámos nela à uns bons 200m à frente do seu início…
Durante alguns quilómetros rolamos no piso betuminoso avermelhado, no antigo ramal ferroviário que ligava Valença a Monção, até à estação de Friestas.

A paisagem era verde com as suas vinhas que, tão perto estavam, nos faziam “titilações”. O Mister achou que a pista só servia para fazer um “contrarrelógio” e logo impomos um ritmo mais elevado. Mas, os nossos amigos não estavam para aí virados e quando me apercebi já levavam umas boas centenas de metros de atraso. Por isso abrandámos e seguimos o “rebanho”.

A Ecopista é de facto uma “ Ecopista destinada ao Cicloturismo e a passeios pedonais, o que fez desta via ecológica a segunda em Portugal a aproveitar antigas linhas ferroviárias - então desativadas. Uma via destinada ao uso público como forma privilegiada de circulação para o lazer, o desporto, atividades lúdicas e recreativas, culturais e, de proteção do meio ambiente.
O objetivo da Ecopista do Rio Minho é contribuir para a promoção do desenvolvimento integrado da região, reunindo pontos de interesse histórico/culturais, o turismo, o recreio e o lazer, incentivando à conservação da natureza e valorização dos sistemas naturais existentes. Ao longo do Percurso os painéis de interpretação e toda a sinalética fornecem os elementos necessários para que os seus utentes, na ausência de guias, possam compreender os recursos culturais, naturais e paisagísticos que vão percorrendo.
Com a criação da Rede de Grandes Rotas de Percursos Pedestres do Vale do Minho - Grande Rota da Travessia da Ribeira Minho, a Ecopista ficou ainda mais rica no que respeita à observação da natureza. Na Veiga de Friestas e Lapela foi criado um Observatório de Avifauna, que permitirá aos turistas visionar as várias espécies que aqui habitam.
Em 2009 a Ecopista do Rio Minho foi galardoada com o 4º Prémio da Associação Europeia de Vias Verdes, na categoria "Sustainable Development and Tourism".
Fonte: C. M. de Monção
    
         Estava na hora de mudar de piso! 
         Lembrei-me que pouco à frente, em Friestas, existia num dos inúmeros cruzamentos uma tabuleta que indicava “ Praia”. 

        Então exortei os meus companheiros a segui-la e… não foi difícil convencê-los visto que isso significava sair do betume e ir ao encontro da natureza. Lá fomos por um empedrado até às areias do rio Minho. 
     Que bela vista!  Saliento o facto de que existe aí um parque de merendas que naturalmente em pleno verão deve ficar sempre repleto de farnéis, fumos, cartas e claro de boas “pomadas” da região.

         De seguida o nosso Batedor avistou uma pontinha de madeira que era impossível ignorá-la! 
          Assim lá a atravessámos com enorme dificuldades devido ao “soalho” gasto e húmido. E… aí começou o meu tão indesejado TBCAD. Felizmente que foi somente um “cheirinho”!

         Até chegar à Ecopista passámos por um trilho bem divertido onde as nossas btt’s ficaram de “pneus” cheios.

         Já no betume avermelhado e após algumas centenas de metros virámos à esquerda iniciando mais uma pequena aventura, por um caminho agrícola, que nos ia deliciar com o aroma das vindimas. 
       Como os BiKeNaTuRaS são uns apaixonados pela natureza foi inevitável puxar os freios e ir ao encontro dos vindimadores.  Gente simpática sem dúvida! Ofereceram-nos uvas e mais uvas… 

         Mas estava na hora de partir e lá fomos em direção à Torre de Lapela onde alguns temerários BiKeNaTuRaS subiram ver a paisagem (pena que nenhum deles tivesse tirado uma foto). 
         Esta aldeia é típica desta região onde imperam costumes rurais ancestrais.

         Já na Ecopista de Monção percorremos mais algumas centenas de metros...
          Até, novamente, virar à esquerda em busca de “pasto” para as nossas esfomeadas “montadas”. 
          Mais um trilho pitoresco onde a diversão foi devastadora e o TBCAD, mais uma vez, esteve presente. 

         Mas tudo que é bom acaba e por isso regressámos à Ecopista onde iríamos ter o tão “agoirado”  furo do Paulo! ( o nosso estimado Tenor ainda conserva os seus dotes! J) … Tenor é só uma brincadeira!... (não vá ser eu o próximo! J

         Enfim, tratado o sacrilégio continuámos a passeata não pelo betão mas por um trilho, com vista sobre o rio Minho e a Espanha,  onde a desflorestação era notória.

Regressados à Ecopista avistámos o seu final e a cidade de Monção. Dirigimo-nos de imediato ao centro para procurar o repasto.

 No entanto reinava na mente do Batedor uma “tasquinha” e lá fomos nós atrás da sua “sugestão” (caímos sempre! J ). 
Bem, o Batedor não só foi batedor como cicerone da cidade. 
Passeámos por ruelas, passadiços, quelhos, vielas …e TBCAD! 

Em suma foi bastante divertido e cultural! 
Mas para culminar só faltava a “santinha”… O nosso Batedor pensou em tudo! IMACULADA CONCEIÇÃO... Durante sensivelmente 3 km lá trepámos a EN 304 em busca da tal “tasquinha”!  
A fome apertava e a hora já era tardia. Por isso demos volta às “burras” e regressámos a Monção onde íamos ter uma refeição singela mas nutritiva. 
Para além da boa comida não faltou o tão desejado Alvarinho!

Como já é da praxe antes de retomar a biclada houve a “fumarada”.

Terminada a sessão de "xuto" admiramos a bela paisagem e as esculturas aí presentes.

Para pisar o território hispano passámos novamente por um passadiço, ainda não terminado, na margem do rio Minho.
Passámos a ponte Internacional que nos liga aos nossos “hermanos” de Salvaterra e encetámos uma extraordinária segunda parte que nenhum de nós previa.

Rolamos ao longo do “Paseo Fluvial”, local aprazível para praticar desporto ou simplesmente passear em família e com uma vista estupenda sobre o rio.

Findo o “Paseo Fluvial” tivemos a sorte de seguir, durante alguns minutos, por uma espécie de estrada térrea rodeada por um arvoredo bem refrescante e a dado momento acompanhados pelo rio Téa que é um afluente do rio Minho.

Terminado este momento bucólico atravessámos uma ponte medieval sobre o rio Téa e logo na saída avançámos por uma estrada que tinha uma paisagem fantástica sobre o vinhedo da Quinta de Fillaboa.

Enquanto apreciávamos o passeio passámos por algumas aldeias rurais parecidas com as nossas (ou não!).

E…chegámos ao momento mais agradável desta jornada quando entrámos num estradão e mais adiante nos trilhos da “Rede Natura 2000 Baixo Miño” que nos iriam deliciar ao longo de mais de uma hora de aventura betetista.
Logo no início apreciámos canoístas que praticavam polo canoagem…

A partir daí foi a tal desbunda… trilhos espetaculares por florestas densas… singles tracks de arrepiar visto que estávamos na encosta do rio Minho e ao mínimo deslize era banho pela certa... Enfim foram momentos tão bons que o nosso Batedor enganou-se e levou-nos a fazer “replay” do mesmo percurso. Cá para mim ele sabe MUITO!  ( ele é terrível! J )… Mas pelo bem que nos fez estás perdoado!

Adrenalina após adrenalina lá chegamos a Tui onde o nosso Wolf desejava, há muito vinha uivando, ir “beatar” à catedral desta localidade. No entanto os “ateus” ocasionais  ou perpétuos desviaram-se dos seus uivos e rumaram à ponte que nos une dos nossos “hermanos”.


         Atravessando o rio Minho...

         Finalmente Valença!

E pronto, foi uma biclada recheada de coisas boas e sobretudo onde amizade entre os participantes foi bem patente. 
Pena foi que mais BiKeNaTuRas não tivessem tido a oportunidade de desfrutar deste cantinho tão lindo do nosso “retângulo”… Olha quem escreve! Pensarão os meus amigos BiKeNaTuRaS J    
O Skriba

Foram Alvarinhados 55 litros… J

Os BiKeNaTuRaS:
,  e

O nosso amigo:





Paulo Carneiro