Passeio á Povoa para ver as sereias.

Próxima saída domingo 26 de março pelas 8,30 na Paluse,

domingo, 4 de setembro de 2011

ROTA DO DESCANSO DAS BURRAS E RAMADAS RECHEADAS.

Até que enfim que o nosso Batedor atinou e por uma vez o seu fetiche pelas Santas e Santos foi esquecido. Por isso, o passeio deste Domingo esteve-me de feição.

Não havendo capelas a visitar sugeri que iniciássemos o nosso percurso subindo a rampa de Pinguela (penso que nunca o tínhamos feito).

Depois de passarmos Vila das Aves, o rumo a tomar, como lhe compete, ficou por conta do Batedor.

Já em direção a S. Martinho do Campo e um pouco enfadado do alcatrão, não resistiu ao avistar um quelho íngreme que nos levaria a percorrer alguns campos e bouças situados, essencialmente, em Roriz e S. Tomé de Negrelos mas que não permitiam muito a prática da modalidade. Foram muitas as vezes que tivemos que recuar e que demos descanso às nossas burras.

Outras vezes não nos restava outra hipótese senão desbravar o terreno à nossa frente para prosseguirmos. Para isso contámos sempre com o nosso Querqus que, não tendo outras máquina, não hesitou em utilizar as suas «duas roda TT» como «caterpillar» para o fazer. Infelizmente, isso não seria o suficiente para evitarmos a terrível comichão provocada pelas muitas urtigas e as arranhadelas das silvas.

Mas valeu a pena! A seguir fomos contemplados com verdadeiras paisagens minhotas. Calmas e de um verde já amarelado, a anunciar a proximidade do Outono e que, infelizmente, tendem a desaparecer. Estou a falar de largas extensões de ramadas recheadas de cachos de várias castas quase prontos a serem colhidos. 
Aliás, no que toca às uvas americanas, elas estavam uma delícia; não só no sabor, como no aroma.

No entanto, o ambiente estava a ficar calmo e laxo de mais para o nosso feitio. Mais do que ninguém Batedor sabia disso e logo que avistou uma vereda ao fundo de um campo, guinou monte acima. Este carreiro, lavar-nos-ia, ora através do modo PAcBC (percurso apeado com bicicleta às costas) ora PA/PP (percurso apeado de par em par) ou ainda um pouco em estilo de BTT ao ponto mais alto do dia situado algures no alto de Roriz numa zona de grandes rochedos onde só os mais velhos, com a sua experiência e o seu afoito,  tiveram a coragem de os percorrer.

Já no regresso, o nosso Tenor, nada incipiente nestas andanças de guardador de cabras, não resistiu a demonstrar a sua arte de pastoreio e mesmo sem cajado mas com a inovação de o fazer de bicicleta provocou inveja nos verdadeiros pastores ao ponto de os por muito apreensivos.

As burras carregaram-nos durante cerca de 17 km. E nós carregamos e acompanhamos as burras durante 3 km. Foi obra!!!


                                                                                                                             El Presidente  
Os BiKeNaTuRaS:
 e .



2 comentários:

Alexandre Pereira disse...

Já que a preguiça não me permite acompanhar-vos nestas aventuras madrugadoras Natureza fora, é com satisfação que vejo que o grupo está bom de saúde.

Mas o meu comentário tem mais que se lhe diga... Cuidado com a aspereza dos caminhos que vão trilhando, porque já sabem que o meu pai não se coaduna com percursos demasiado agressivos para a sua levezinha. Um dia destes, enquanto percorrem os montes, no meio de silvas e outros obstáculos menos tolerantes, ele ainda opta pela autoestrada...

Cumprimentos e boas aventuras.

Alexandre

BiKeNaTuRaS disse...

Pois é Wolf JR! desde que o teu progenitor comprou a sua "levezinha" não há UM domingo em que não uive contra a mais pequena pedra que se atreva a aparecer perante a roda dianteira. Igualmente deve ter desenvolvido os bíceps visto que mal o terreno deixa de ser "limpo" a sua "montada" passa a ser "levada"...Modernices...LOL