Próxima saída sabado 26 Maio pelas 7,30 horas na Paluse .

terça-feira, 22 de outubro de 2013


 NA ROTA DO ALVARINHO

A época das vindimas veio reforçar a ideia e a vontade, que há muito tempo já manifestava-mos de fazermos uma incursão pelo alto Minho.
Marcaram presença junto à sede, 5 Bikenaturas (El Presidente, Wolf, Batedor, Skriba e Mister) e o nosso amigo Paulo que, mais uma vez nos fez companhia nesta aventura.
Daqui até Valença fizemos uma média de120km/h – bastante razoável e com pouco esforço – diga-se.
A verdade é que quando lá chegamos, as muralhas abriram-se para nos servirem o pequeno- almoço.
O sol começava a aquecer e era tempo de rumarmos ao que lá nos levou.
Depois de um breve passeio pelas ruas e ruelas da vila, alcançamos a ciclovia que nos levaria a percorrer e contemplar as belíssimas paisagens minhotas, com alguma informação prestada pelo Skriba, já conhecedor do percurso.
Mas a pista era demasiado suave para o nosso gosto e por isso, de vez em quando, o Batedor fazia uma abordagem mais para junto do rio Minho por trilhos que nos provocaria alguma adrenalina.
 
 
Foi num deste desvarios que descobrimos um que nos levou a uma vindima feita por gente local e onde fomos convidados ao diálogo e contemplados com a oferta de uvas e, claro, com a extrema simpatia que caracteriza as gentes do Minho. 

Mais adiante avistava-se uma torre fortificada a lembrar-nos que estávamos numa zona raiana e que outrora serviria, com certeza, fara defender as nossas causas. De momento, serviu apenas para testar as nossas vertigens e tirarmos algumas fotos.
Aproximava-se a hora do repasto, e Monção já não se encontrava muito longe.  Depois duma busca intensiva pela região, atracamos no café restaurante da praça central.
Evidentemente que fosse qual fosse a ementa, ela teria de ser regada com o bom néctar alvarinho.
O passeio também contemplava uma passagem pela margem direita do rio Minho, por isso atravessamos a ponte em Monção e rumamos ao estrangeiro.
E se a margem portuguesa nos proporcionou paisagens lindíssimas a margem espanhola não lhe fica nada atrás. A exuberância da sua flora, misturada com diversas vinhas envolveu-nos num trilho de passagem única, por vezes um bocado assustador devido ao espaço exíguo e à proximidade de uma ou outra ravina.
Este trilho levar-nos-ia quase até Tui onde o nosso Wolf ainda tentou convencer-nos a fazer uma visita à catedral, mas o pessoal não estava muito «católico» e mal avistamos, novamente, as muralhas de Valença, e porque a tarde já ia longa, o rumo foi em direcção ao nosso porto de abrigo.                      
                                                                           ...FOI BONITO!!! VENHAM MAIS.
 
 
 
 
 
 
 


terça-feira, 10 de setembro de 2013

          Bikenaturas...no passeio do Centro Social de BAIRRO

terça-feira, 9 de julho de 2013


SENHORA DA GRAÇA - REVISITADA

Vamos lá esquecer os momentos de crise que atravessamos e narrar um feito que os Bikenaturas, pela segunda vez, realizaram.

Embora convocatória fosse atempadamente divulgada e alargada a todos os Bikenaturas e afins, desta feita, para além dos repetentes (Tenor, El Presidente, Wolf e Batedor), cometeram a proeza, o Riones e o mais recente elemento Mandarilo.

O Nosso apoio levou-nos até ao parque de campismo de Mondim de Basto. Foi a partir daqui que iniciamos o percurso constante do track que o Bat. tinha copiado para o Garmin.

Tal como da primeira vez o percurso contemplava trilhos lindíssimos. Porém, e apesar de toda a nossa atenção, não vislumbramos qualquer cerejeira.

Depois de atravessarmos a pequena ponte sobre o rio Cabril, o GPS, assumindo a sua estupidez, enviou-nos para uma mata cheia de fetos e muitas urtigas o que motivou que lhe endereçássemos alguns vitupérios.

 
Por fim atinou deixando-nos num estradão que iria ligar ao outro que percorrêramos da última vez e que nos levaria até às Fisgas do Ermelo.

Era o momento de pararmos, reabastecer-nos de água e admirarmos a paisagem linda e agreste que as Fisgas proporcionam.

Mais algumas fotos para a memória antes de encetarmos a tenebrosa subida que nos iria levar até perto das lagoas.


Confirmou-se, aqui, a excelente forma do Mandarilo que conseguiu dominar a «besta» sempre em cima da sua bicla até ao topo. Certo é que de uma forma ou doutra estávamos todos bem lá nas alturas para receber as instruções do Mister que tinha telefonado naquele momento para se inteirar da situação.
Para alcançar as lagoas, sabíamos que tínhamos de atravessar o rio que as alimenta e as estratégias foram basicamente as mesmas que da 1ª vez (ver relato http://bikenaturas.blogspot.pt/2011/06/sr-da-graca-facil-muito-facil.html).


Nas lagoas o ambiente já estava animado por um grupo de jovens espanhóis que encontraram, e bem, neste recanto o local ideal para passar o dia. Foi pena não podermos esperar pelos grelhados que, entretanto, começavam a cheirar, e tivemos que nos contentar com as sandes diversas, os pastéis de bacalhau e a aletria.
O percurso para a Sª. da Graça revelou-se bastante diferente que o anterior. Duvido mesmo que o «trackista» que o desenhou saiba andar de bicicleta, não deixando de fora ideia do seu autor ser mesmo uma cabra.

…Meu caro Skriba! Ainda bem que não foste, porque das lagoas até entrarmos no trilho que nos levaria até à estrada da Sª. da Graça, poucos foram os momentos que as nossas burras carregaram connosco ao ponto de deixar desesperado o nosso Tenor, que ponderou, mesmo, a hipótese de desistir, juntamente com Riones. Mas alguém lembrou que eles eram uns Bikenaturas e que desistir não cabe no espírito destes. Contudo, dumas leves cãibras não se livraram e com um pouco de repouso e alguma hidratação continuamos a nossa aventura.

Agora, já por caminhos dignos de betetistas, finalmente, alcançamos o estradão que nos levaria ao nosso desígnio.
 
A alegria que transparece do rosto de Riones pela satisfação de ter conseguido este feito; o ar austero de Mandarilo como que a dizer que é ele quem manda nas alturas e a sensação do dever cumprido por parte dos restantes Bikenaturas levou-nos a pensar que, afinal …«isto foi canja!!!»

A descida até ao parque de campismo foi feita nas calmas porque as burras ficaram todas desengonçadas.

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013


O JUBILEU DO BATEDOR

Vamos todos rejubilar com esta efeméride. Os Bikenaturas sentem-se perfeitamente à vontade com um guia desta estirpe.
Cinquenta anos, é algum tempo, mas não esmorece, nem a força nem a vontade que este tigre dos montes e elefante dos vales transparece… e demonstra!
É com toda a satisfação que te damos os parabéns. E que estes 50 anos da tua vida sejam o prelúdio de outros tantos plenos de alegria e vigor para poderes continuar na saga da descoberta de novos trilhos e de horizontes brilhantes.  
 
 Viva o Batedor!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013


NA SENHORA DA ALEGRIA COM TRISTEZA PELAS AUSÊNCIAS

 
O local do costume estava mais povoado que o domingo anterior. De notar a presença do Riones que nos honrou com a sua companhia aproveitando uma visita a casa do pai Tenor.
Ainda aguardamos alguns minutos por termos a informação que o Pirata dos Trilhos podia aparecer. Mas não, «Pirata de grilo!». Esperamos que seja apenas alguma falta de vontade temporária porque a intensidade e o entusiasmo que demonstrava era uma mais-valia importante para o grupo. Por isso vê la se marcas presença para a próxima saída Pirata! O Tenor até já propôs a retirada do título a continuar o ritmo das faltas.

 
 Riones sugeriu que gostaria de visitar uma Senhora lá para os lados da Trofa e que ficou na sua memória pelo empeno que deram ao jovem e inexperiente herdeiro do Mister.


 
Todos concordaram e logo de seguida o Bat levou-nos pela rota do Rojão até à Trofa.
Daqui até S. Gens (localidade onde mora a Nª. Srª da Alegria), passeamos por caminhos e trilhos que dão acesso aos muitos campos agrícolas que envolvem e caracterizam a região.


A transpiração brotou quando encetamos a subida para a capela, porque, não sendo muito acentuada, é bastante longa e desgastante.

 
O nosso objectivo estava cumprido e depois de alguma conversa com um casal zelador do monumento aproveitamos para tirar algumas fotos.


Veja-se a postura do Mandarilo com ar de satisfação e firmeza por ter alcançado o seu desígnio, no momento em que gozava o merecido repouso, sempre muito próximo e atento à sua máquina.
 
 
 
E o esforço dos nossos repórteres fotográficos para conseguir uma imagem do conjunto completo.

Era hora de voltarmos pois a distancia até Bairro ainda era considerável e o ritmo teria que ser suave mas que deu para ciclicarmos cerca de 48km.

 

quarta-feira, 29 de maio de 2013


 
NA ROTA DAS CUEQUINHAS PERDIDAS 

A “festa na aldeia”, pelo que vi, impediu muita gente de comparecer no lugar do costume. Por isso, a manhã do Sr. António começou por render menos já que havia apenas dois Bkenaturas para servir o café.
Ainda adiamos a saída por alguns minutos mas nada.
É óbvio que um dos presentes só podia ser o Bat., pois só com a sua presença é que ousamos enveredar por caminhos e trilhos mais ou menos explorados.
Foi o caso deste domingo quando rumamos em direcção a Riba D’Ave para, já à entrada de Guardizela, encetarmos uma incursão pelos montes que nos levaria a terras de Lordelo por trilhos por todos nós calcorreados e outros ainda virgens na nossa memória.

 
Foi num destes descaminhos e depois de desbravarmos muito terreno, que avistamos uma clareira e vários estradões que lhe davam acesso. A curiosidade do nosso Batedor evidenciou-se quando avistou uma espécie de barracão na sua encruzilhada e ao lado deste, uma pequena árvore engalanada com um sortido de cuequinhas de todas as cores e feitios para todos os gostos.
Depois de alguma especulação sobre as causas de tal cenário e de chegarmos à conclusão que deveria ser obra duma cegonha tresloucada que rouba cuecas dos estendais para fazer ali ninho??? (outras especulações poderão ser feitas), avançamos.
Mais uma vez entramos no desconhecido e no masoquismo a que estamos habituados quando entramos em zonas de extenso silvado e mato com abundância de urtigas.

Só depois de subirmos a um morro de terra é que verificamos que estávamos no alto da pedreira de Lordelo donde contemplamos o enorme buraco originado pela extracção de pedra.
O Garmin registou o track, mas devia ficar desorientado ao ponto de acusar apenas 18km.

Até breve…

quarta-feira, 8 de maio de 2013

OS BIKENATURAS EM MONTESINHO
 
A manhã de sábado começou cedo a ser movimentada junto à sede. Os Bikenaturas estavam preparados para mais uma aventura. Porém, esta teve uma particular importância porque, por um lado, pela primeira vez iriamos percorrer as terras raianas e frias bragantinas, e por outro, iríamos usufruir da companhia dos nossos familiares e alguns amigos, nos lugares mais bonitos que a região pode oferecer.
Na verdade, já há algum tempo que o grupo manifestava a vontade de percorrer uns trilhos no Parque Natural de Montesinho.
Também tínhamos a noção que a façanha requeria, pelo menos, dois dias de atividade, por isso a necessidade de programar a estadia e cuidar de alguma logística.

A ordem de arranque, tal como estava previsto foi por volta das 9 horas. Daqui até Gimonde apenas uma pequena paragem para o café e nos abastecer de pão numa padaria que os Bikenaturas já conheciam aquando a nossa visita à praia fluvial do Azibo.

 
A Casa do Lúpulo, a Casa da Mestra e Casa da Escola foram o nosso local de abrigo. Situadas na povoação de Gimonde pertencentes à empresa de turismo A. Montesinho e que detinha, também, o restaurante D. Roberto que nos serviu o almoço de sábado.

 
A casa do Lúpulo seria o centro das operações pois era a única que estava ocupada só por nós e, depois de devidamente acomodados, o nosso Batedor lembrou-nos ao que ali vínhamos e deu-nos ordem para nos equipar.

 
O nosso amigo Vasco ainda esboçou uma tentativa de nos acompanhar mas achou que iria massacrar demasiado a bicla do Mandarilo e depressa o bom senso o demoveu de tal intento.
As primeiras pedaladas serviram para atravessar a povoação calada e serena, de ruas empedradas e casas antigas de granito e xisto.

 
Depois de passarmos a ponte que une as margens do rio Igreja que banha a localidade guinamos monte acima por um trilho que nos elevou durante cerca de 6km e que me provocou uma saudade imensa de apertar a manete dos travões.
No entanto, o cansaço deu lugar à satisfação quando já em pleno planalto deparamo-nos com uma clareira deslumbrante de castanheiros ancestrais de muita beleza envoltos numa paisagem idílica.

 
Daqui até a povoação de Babe rodamos ao sabor da natureza e ao ritmo da sua beleza.
Nesta povoação tentamos alguma informação na orientação do percurso. Foi-nos sugerido uma passagem pela aldeia de Gafães e uma abordagem ao aeroporto. A verdade é que o Batedor não resistiu a um trilho que nos levaria a descer por uma ribanceira rumo ao desconhecido. Penso mesmo que optou por este trilho porque teria a certeza que, assim, iria subir de seguida. Depois de alguma desorientação e alguma incerteza do rumo a tomar descobrimos um atalho que nos levaria novamente até Babe.
 
 
Como já tínhamos a informação que tinham acendido as brasas e que o repasto estava a ser preparado apressamos o regresso descendo pelo mesmo trilho que inicialmente subíramos apercebendo-nos, então, daquilo que subimos.
A casa do Lúpulo já se encontrava bastante movimentada e bem aquecida não só pelo calor humano mas, também, pela lareira que fazia crepitar a lenha que consumia.



O presunto, o chouriço, os queijos, etc. e de seguida os grelhados que os nossos convidados e amigos Domingos e Vasco coadjuvados pelo Querqus e o Mister (estes, por razões diversas, não puderam acompanhar-nos) preparavam afincadamente e, por fim, uma panóplia de doces caseiros com que as nossas esposas contribuíram enchiam uma mesa que nos iria alimentar toda a noite bem regada por néctar de diferentes naturezas.

 
Mas o que alimentou o serão de boa disposição foi, sem dúvida, a alegria e o humor libertada pelo Domingos que com os seus comentários incisivos e as suas estórias brejeiras e jocosas animavam o ambiente.
 
Chegou a hora do merecido repouso até porque pela manhã estava prevista uma grande caminhada pelos montes adjacentes.
Após o pequeno almoço servido na taberna e restaurante Roberto a Esmeralda (esposa do Mister), incitou-nos a fazer um percurso sugerido por um dos moradores, de cerca de 6km.
Em boa hora o fizemos pois esta caminhada revelou-nos quão bela é esta paisagem preenchida com uma vasta fauna e uma flora harmoniosa.

 
Era tempo de deixar a casa do Lúpulo e de montar arraial noutras bandas.
Como sempre, o nosso Bat. Já tinha o destino em mente e depois de sairmos das terras de Bragança virou em direção a Vila Pouca de Aguiar. Após passarmos a Jales [(região por nós já conhecida pelas várias incursões que os Bikenaturas aqui realizaram (ver relatoshttp://bikenaturas.blogspot.pt/2010/04/puf-rota-do-ouro-take-ii.html e http://bikenaturas.blogspot.pt/2010/04/lama-que-se-tornou-ouro.html)] viramos à direita para encontrarmos uma casa da guarda florestal abandonada.

 
O local era ideal para estender as toalhas de mesa e acender novamente o grelhador.
O experiente Domingos não perdeu tempo e enquanto depunham as sobras da noite anterior, as costelas, a picanha, as chouriças, as barriguinhas, etc. já saíam a bom ritmo do grelhador.
Porém as horas não paravam e era tempo de retomarmos o caminho de regresso, não sem antes fazermos uma curta paragem em Vila Pouca para o devido cafezinho.
E pronto pessoal! Estava o anseio do El Presidente, dos Bikenaturas e dos amigos e amigas dos Bikenaturas realizado. Um fim de semana, sem dúvida, bem passado onde a boa disposição e a alegria preponderou e um lamento apenas pelas ausências verificadas.
É um evento que recomendamos, com toda a certeza.
Os Bikenaturas agradecem o empenho e a simpatia que nos dispensaram.
                                                                 

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