Próxima saída sabado 26 Maio pelas 7,30 horas na Paluse .

domingo, 27 de setembro de 2009

DOMINGO DE FEIRAS


Parece um passeio para comerciantes mas não o foi… Lá fomos aparecendo às pinguinhas no local do costume…bem…todos não… porque o nosso ilustre Costa do “Castelo” ainda estava adormecido no seu feudo (peço desculpa ao outros mosqueteiros mas sem o Costa os passeios não têm “sprints”). Subir Airão? Esta pergunta foi logo barrada pelo nosso “Wolf” dizendo que a preparação ainda não estava ao “ponto”... CICLOVIA ouviu-se…e pronto lá fomos… Não sei porquê mas a descida para Famalicão é sempre feita a alta velocidade…sobretudo quando o “fugitivo” do costume está…Vocês sabem de quem eu estou a falarrrrrr!!!… Chegados a Famalicão o nosso amigo “jardineiro” o tal das tangerinas, clementinas ou sei lá que mais, apontou para a linda "montée" do Leclerc. Nessa altura ouvi atrás de mim uma voz irónica dizendo “... para um passeio de BTT não falta alcatrão!!!..". Concordei logo mas quem ia à frente tem rodas de triciclo por isso... hehehehehehe! Enfim, de Airão íamos para a ciclovia…vista-la? Nem eu…Mas lá fomos todos felizes. Falhada a ciclovia pensamos ir rezar a Balasar…Pensamos disse!… porque a minha pessoa lançou a ideia de irmos até Rates. Que rica ideia! Mal chegamos fomos assediados por umas belas “ratinhas” (não é Américo?) que nos ofereceram tudo o que tinham para comer.
Ofereceram!!!!! alguém pagou…quem não sei…mas que os bolinhos de cenoura e o café estavam bons, lá isso estavam. O nosso grupinho é solidário com qualquer causa sobretudo quando a ajuda é feita através dos maxilares…Sim porque tivemos todo o prazer em contribuir para as obras do Salão Paroquial de “Ratas”

Como tínhamos falhado a reza em Balasar houve quem ainda tentou mas só ficaram pela entrada (acho que estavam à procura do letreiro “ Há Pataniscas e Vinho Doce).

Depois deste dois comunicarem que não havia o que desejavam fomos contemplados com uma peregrina fotógrafa que nos tirou Mil e uma fotos em todas as posições
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Depois de encher as panças lá íamos regressar pela TAL CICLOVIA quando o nosso “curso de água natural” quis saber que nome se dá às habitantes de Rates…“RATINHAS" disseram elas …hehehehehe! Sugestivo não?

Bem…lá regressamos pela ciclovia.

Pouco depois ouviu-se “ E o lanche!!!!!! Temos de lanchar!!!!!” Quem seria o esfomeado? Claro! o nosso “Wolf”...Lá paramos na nossa “ponte” para o repasto. Aí apreciamos a passagem das escuteiras que dedicaram esta manhã à bicicleta (estão a rir mas tinham selim…).

Rabiotes sobre os selins e os narizes colados aos guiadores fizemos a dezena de quilómetros até Famalicão a um ritmo infernal. Chegados aí dirigimo-nos à feira dos “cornos”. Admiramos cornos pequenos, médios, grandes, enormes e até floridos.

Para terminar este enfadonho relato fica esta observação do nosso “ Quercus Man” ao ver os gigantes bovinos…
“ISTO NÃO SÃO BOIS… SÃO CAMIÕES TIR…”

P.S. (não é para votar Partido Socialista) foi um domingo bem passado com os condimentos necessários para fazer esquecer a hora madrugadora que saímos. JC “Superstar” desculpa de não te ter citado nesta aventura mas a tua presença é fundamental para que eu apareça nas fotos…heheheheh…e para findar aqui vai um desejo amigo para o “Quercus Man” …aparece sempre porque a ausência é a presença da saudade.
o Scriba
Fotos: Scriba e Batedor


63 kms em 3h45


MAIS FOTOS AQUI:





domingo, 16 de agosto de 2009

"...E TODOS AS FÉRIAS LEVARAM..."



Aqui vão as fotos de um óptimo domingo passado entre Codessos e a Assunção... Claro que "NÓS OS DUROS" (Eu e o Batedor) tivemos enormes saudades de vós "EMPENADOS" sim porque sempre que o terreno ficava inclinado vinha-nos à memória as fotos da nossa última saída (sobretudo as vossas em que se vêem as vossas caras exaustas e já agora lembrem-se que as bicicletas foram inventadas para serem montadas e não para serem empurradas no alcatrão...ehehehehe)...enfim...adiante... Então lá partimos às 7h em direcção a Caniços (nada melhor que uma descida para gelar bem). Subimos até Rebordões e descemos até São Tomé de Negrelos. A partir daí foi quase sempre a subir (10 kms) até a capela da Sr.ª do Socorro situada em Codessos. Aí é que nos lembramos muito de vós...inclinação como a de Porto de Olho...LEMBRAM-SE!...heheheh!...mas nós os 2 DUROS não estragamos os paralelos com as nossas solas...quem pode pode....lololo!... (com estas observações acho que vou levar no "focinho"). Depois de tirar algumas fotos lá nos metemos à aventura sem catanas levando mato e silvas nas fuças...Mas como somos DUROS ultrapassámos tudo com um sorriso nos lábios. 






Chegámos a Sanfins, não perguntem como porque nem nós sabemos, e iniciámos a subida para a Citânia (mais uma subida para trepadores natos como nós). 



Ao chegar ao cimo fomos contemplados com 2 bttistas que ao saber que queríamos ir até a Assunção fizeram questão de nos guiar até a mesma (isto da fama é coisa que não gostamos mas eles insistiram...). Bem! lá fomos atrás dos 2 cicerones (atrás só quando havia silvas e ramos para desbravar...logo que o terreno ficava livre acelerávamos para lhes mostrar quem eram os DUROS...) 



Após uma viagem extraordinária cheia de aventura e adrenalina lá chegámos ao santuário com um dos nossos cicerones que tão entusiasmado fez questão de dar um tombo digno da nossa presença. Após o lanche, bem merecido, no adro do santuario (esta parte também fez-nos lembrar e muito o Ginho e o António...) lá nos separamos dos amigos ocasionais que ficaram felizes por nos terem guiado. Nós os DUROS fomos beber um sumo e uma cola...o JC pagou...já agora quem era a pagar? Estão ver que nós pensamos muito em vós! Então lá pegámos nas nossas BURRAS e descemos por um trilho espectacular cruzado a dada altura pela pista de Downhil. Depois de tanto e fartos de descer, se fosse mais cedo até íamos para trás, lá tivemos de subir para Bairro. Foram 40 kms em 3h42mn cheios de pura aventura...sim porque nós os DUROS levamos para casa mais umas medalhas para as nossas carinhosas esposas curar...heheheh!.
Agora para findar e sem ironias posso vos assegurar que este passeio terá de ser feito, por todos os BiKnatuRa, logo que possível porque é extraordinário...Se o percurso intimidar alguns não tenhais medo porque Eu e o JC já estamos habituados a ver as vossas BURRAS a serem empurradas... hehehe!...
Um abraço para todos principalmente para o Presidente, o Quercus man, o Wolf e o Tenor...ou seja para os "vacanciers", que as férias sejam benéficas em termos de descanso sobretudo para os vossos braços cansados devido aos empurrões feitos às vossas biclas...


Abraços aos Empenados,
do Scriba e do Batedor
O Scriba


Fotos: Scriba e Batedor


 40 kms em 3h42m

domingo, 21 de junho de 2009

SEREIAS E PEGADA...PROCURAM-SE!

Este passeio é uma repetição do primeiro feito o ano passado. Então repetí-lo porquê? por duas razões: A primeira porque passear à beira mar é sempre um deleite devido ao forte espírito aventureiro que proporciona o mar...e sobretudo as sereias que por aí se encontram...hehehe! A segunda é porque o  Batedor e o Quercus Man ainda não tinham feito essa viagem. 
Então lá partimos da Estação de Caniços às 07h26m e chegámos a Espinho pelas 08h33.Daí até ao Porto utilizámos os quatro troços de ciclovias na marginal de Gaia:
1 - Espinho-Granja
2 - Jardim junto ao Sr.da Pedra
3 - Miramar - Valadares
4 - Madalena Cabedelo.


Parámos no Senhor Da Pedra onde pudemos apreciar a sua pequena Capela que ora emerge do areal de Miramar ora parece ficar isolada pelas marés. Construída sobre um rochedo salpicado pelas ondas,diz a tradição,ora pertence ao mar ora à terra. As suas paredes brancas e de granizo,vêem-se,com dificuldade,às vezes,envoltas num manto branco da rebentação das ondas.Esta pequena capela vista do mar,pelos pescadores,torna-se,no entanto,um ponto de referência importante. Em terra é conhecida por grande número de romeiros que vêm alí,propositadamente,atraídos pela magia daquele local e pela"casa dos milagres",rica de ex-votos. Tem uma imagem de Cristo, que segundo a lenda terá ido ali parar,vinda do mar. Um belo dia,pousou sobre aquela pedra onde,mais tarde,terá sido erguida a capela,por esse facto denominada pelo Senhor da Pedra. 


Igualmente tentámos descobrir, segundo consta, nas traseiras da capela está cravada a marca de uma ferradura na rocha, com explicações diversas para o facto:
- foi deixada por um burrito, no qual seguia montada a Virgem;
-o cavalo de D.Sebastião, numa manhã de nevoeiro.
- um Boi Bento, que por ali passou.
Mas nenhum de nós conseguiu avistar a tal pegada...






A partir desta paragem e até à Ribeiro de Gaia o passeio foi agradável e cheio de "graça". Com uma costa fluvial e marítima tão bela como extensa, Vila Nova de Gaia oferece ao visitante cerca de vinte quilómetros de caminho apoiado por pequenos cafés e restaurantes de praia. Chama-se Linha Azul e permite a qualquer instante uma interrupção para um mergulho ou um café - é só escolher a praia. 

Antes de chegar ao Cais de Gaia avistava-se o casario da Ribeira portuense com o rio aos pés. Na margem onde rolámos sentia-se uma mistura de cafés novos e antigos. 


Os barcos rabelos, que agora só percorrem o rio durante as festas de S. João, encontram-se fundeados ao longo do cais. Na sombra ainda estão as caves e vinho do Porto e as ruelas antigas e íngremes que, à imagem das mais conhecidas, do lado do Porto, de tão estreitas e fechadas vêem o sol apenas algumas horas por dia.


Junto ao rio Douro lanchámos e o Tenor mostrou a sua enorme apetência como domador de feras.

Atravessámos a lindíssima  Ponte D.Luís e rumámos até ao Castelo do Queijo sempre à beira água. Regressámos pelo mesmo caminho até à Estação de S.Bento onde apanhámos o trem até Caniços.


Para terminar este pequeno relato resta-me dizer que estes passeios, sem dificuldades, fazem muito bem à mente e já agora ao corpo também.
O Scriba
Fotos: Scriba e Batedor
As pedaladas somaram 49 kms em  2h54m.


domingo, 17 de maio de 2009

O COMBOIO NÃO APITOU 3 VEZES...E O RIO NÃO FOI ESQUECIDO

Aqui está a narração do nosso 1º passeio inter-concelhios de longa distância. Também foi o baptismo do JC que mais tarde será cognominado o Batedor. Este passeio foi levedando na minha mente após algumas leituras no ForumBTT sobre a Ecovia do Lima. Assim tanto que insisti com os meu companheiros de bicla que finalmente decidiram tentar a aventura pelas terras do Verde Minho. Sendo eu um apaixonado do Cavalo de Ferro e tendo já feito algumas viagens até Viana do Castelo e Valença com a "burra" transportada no trem incentivei o grupo a ir de Bairro até Nine e apanhá-lo aí até Durrães. Então lá saímos de Bairro às 7h45 em ponto e rapidamente chegamos a Vila Nova de Famalicão onde apanhamos a Ciclovia até Brufe.
 Chegados ao cruzamento com o asfalto viramos para Nine onde tínhamos o comboio para apanhar às 09h18. Os meus companheiros apesar de confiar em mim estavam um pouco apreensivos com a ideia de apanhar o "tu!tu!" (já tínhamos ido até Espinho e Fafe no Suburbano mas nunca no Inter-Regional). Mas, lá enfiámos as biclas no compartimento que lhes é reservado com alguma confusão, porque os ganchos onde as biclas tinham de encaixar estavam um pouco altos. Tenho de louvar esta iniciativa da CP porque de facto ela permite alargar as escapadelas em duas rodas, e não só, por quase todo o país. 


A viagem durou 33 minutos até Durrães. Descemos e mal montámos as biclas parámos logo no único café aí presente para tomar a nossa tão desejada bica.  Abastecidos tomámos a estrada que vai de Barroselas até Ponte de Lima. Meus caros amigos a paisagem é deslumbrante porque rolamos sempre com o Vale do Lima à nossa esquerda. 


Entretanto, infelizmente, aconteceu o primeiro dos dois acidentes registados. Assim íamos já na longa descida para Ponte de Lima quando à minha frente vejo o Presidente a ziguezaguear e cair no asfalto. Posso dizer que no momento fiquei muito preocupado porque ver um amigo a não conseguir segurar a bicla em plena descida com a possibilidade de aparecer veículos em sentido contrário é uma sensação aterradora. Graças ao Divino ou não! o nosso Presidente levantou-se valentemente com algumas escoriações e... o pior foi a máquina fotográfica que nunca mais iria captar momentos felizes ou não... Ultrapassado este acidente lá conseguimos chegar a Ponte de Lima e sem demoras dirigimo-nos  ao "Encanada" para dilatar as nossas panças. Entre o "arroz de sarrabulho" e os "filetes de peixe"  regados e embebidos com o "néctar dos Deuses" o contentamento e jubilo reinava naquela távola redonda ocupada por 6 cavaleiros que estavam a ficar anestesiados.
Com muito custo lá nos levantámos e reiniciámos a nossa passeata junto ao " rio que não foi esquecido" ...Quem está ler esta narração deve estar a pensar " O Scriba deve estar stultus!" ...Meu caro leitor após uma pequena pesquisa soube que este rio foi apelidado de "Lethes" (Lete) por Estrabão, e fabulado profusamente na mitologia Greco-Romana como o rio do esquecimento, da dissimulação e também foi chamado de Belion. 
Depois deste intervalo mais culto retomemos o relato. Então junto ao rio fomos ultrapassados pelo TGV do Lima...É verdade! Esta novidade vai com certeza alegrar o nosso 1º porque já não vai precisar gastar mais milhões de euros nestas bandas...
Passemos mas é a coisas mais séria...
Atravessámos e regressámos pela ponte que deu nome a cidade sobre a qual pudemos admirar a bela paisagem que aí se pode contemplar. 
De seguida, sempre junto ao rio, entramos num estradão em terra em direcção a Ponte da Barca.
Aqui é que tivemos a nossa primeira abordagem com a natureza e o curso de água. Aos poucos o estradão deixou de o ser dando lugar a uma estradinha em terra com +/- 2 metros de largura. Rolar neste tapete de terra é fabuloso porque a verdura que o rodeia está sempre presente e a água a deslizar pelo leito também.
Infelizmente aconteceu o segundo acidente do dia. O nosso Wolf ao sair de uma curva, muito apertada, deu de frente com um outro ciclista e "espalhou-se". Após a pronta assistência do Presidente lá se levantou mas ficou magoado no ombro e até um pouco combalido. 

Mas nada faz desistir os Biknatura, por isso lá montámos as burras e continuámos as nossas pedalas até chegarmos a um sítio de sonho para os amantes dos piqueniques e pesca. Sítio esse que fica mais baixo do que a ecovia, por isso tivemos de descer as escadas aí existentes. Aproveitamos para molhar os pés no Lethes e descansar à sombra das árvores.
Depois deste descanso bem merecido retomámos a nossa biclada mas já de regresso para Ponte de Lima. Na ecovia começou o "cálvario" dos furos...pois! até Ponte de Lima foram dois (adivinhem quem teve a honra de abrir as hostes...claro! fui eu...como sempre) e o segundo deu origem a mais 3. Como???? é verdade! o segundo além de provocar mais 3, fez-nos perder mais de 1 hora... e que falta nos fez! Mas lá conseguimos resolver o contratempo e prosseguimos a marcha, saindo da Avenida dos Plátanos, em direcção a Viana do Castelo, na margem sul do Lima, mais precisamente Darque para apanhar o comboio até Famalicão. O cenário continuava o mesmo e o piso era sempre em saibro e por vezes empedrado nas zonas de lazer. 

Este trajecto, para mim, foi mais interessante porque estivemos muito mais em contacto com o campo e o rio.  Apesar da sua inegável beleza, este local é muito mais importante no que diz respeito ao meio ambiente porque é uma das zonas protegidas do rio Lima. É a denominada zona de desova para as espécies piscícolas autóctones como a Truta Fario, a Truta Marisca, o Escalo, a Boga  e principalmente para o raríssimo Salmão que, infelizmente, é cada vez mais raro nos nossos rios. Este local assume, assim, um papel de relevo na preservação da fauna piscícola do rio Lima.
Igualmente passamos por zonas onde os vestígios da presença do comboio ainda eram bem patente. 
Já que estou a falar do comboio...no último troço ocorreu o 6º furo que nos levou a perder o das 18h30. Já no final da ecovia, em Deão, fomos "acolhidos" por uma "concentração" equestre onde estavam certamente pessoas da "alta". 

Este troço entre Ponte de Lima e Deão tem 13,3 kms que são fáceis, mas, ficámos com  a sensação que nunca mais acabavam. 

Já conformado com a perda do "tu! tu!" fomos comprar alguns víveres visto que íamos ter de esperar 1 hora pelo próximo. 

E pronto o resto da viagem foi relativamente fácil porque o comboio vinha quase vazio e mesmo os 12 kms da estação até casa foram feitos sem "stress". 

Chegámos a casa perto das 22h. Foi um dia cheio de aventura onde os seus principais ingredientes não faltaram desde as quedas, passando pelos furos e terminando com a angústia de não saber se tínhamos ou não mais comboio para regressar. Simplesmente fantástico!!! E que esta jornada seja a primeira de muitas outras.

Foram pedalados 93 kms em 5h26m à média de caracol 17 km/h... Mas o mais importante está no ambiente amistosos entre os elementos dos BiknaTuRa que mais uma vez mostraram  serem um grupo coeso onde a boa disposição está sempre bem patente. 
O Scriba
Fotos: Scriba e Batedor