Próxima saída sabado 26 Maio pelas 7,30 horas na Paluse .

domingo, 2 de outubro de 2011

PASSADIÇOS COM EMPENO

   Este foi o 3 passeio realizado pelas tábuas horizontais plantadas à beira do Atlântico.
   Deste modo, pela nona vez, partiram 8 bikenaturas ,da estação de Caniços às 7h26, em direção à cidade invicta. 
   Chegados aí subimos aos Clérigos onde fomos aplaudidos por alguns resistentes, ou habitués, à longa noitada dedicada aos caloiros. 
   Seguimos viagem até à rotunda da Boavista onde bem perto entrámos num "carrossel"  de cimento sob a batuta da Casa da Música. 
   Finda a brincadeira dirigimo-nos até ao Parque da Cidade onde é sempre um enorme prazer rolar nesse belíssimo espaço portuense. 
   Já em Matosinhos percorremos a longa marginal ao sabor da maresia que se fazia sentir.
   Atravessámos o rio Leça pela ponte móvel e antes de tomar a tão desejada bica o Wolf decidiu furar. 
   Rolando na marginal de Leça tivemos de parar novamente para, definitivamente, consertar o furo do Wolf. 
   A partir daí e até Vila Chã foi sempre a rolar pelos passadiços onde a azáfama dos desportitas domingueiros tornavam por vezes a marcha um pouco lenta. No entanto  vislumbravam-se belas "sereias"  deitadas ao longo do vasto areal.  
 Mais uma vez chegámos tardíssimo a casa e o épico Riones, segundo me contaram, apanhou um não menos épico empeno.

   E pronto mais um viagem realizada no cavalo de ferro e pelos passadiços que lembram as velhas linhas do comboio. 
O Skriba

Foram "passadiçados" 71 km


Os BiKeNaTuRas:
,,,,   e 


  

domingo, 4 de setembro de 2011

ROTA DO DESCANSO DAS BURRAS E RAMADAS RECHEADAS.

Até que enfim que o nosso Batedor atinou e por uma vez o seu fetiche pelas Santas e Santos foi esquecido. Por isso, o passeio deste Domingo esteve-me de feição.

Não havendo capelas a visitar sugeri que iniciássemos o nosso percurso subindo a rampa de Pinguela (penso que nunca o tínhamos feito).

Depois de passarmos Vila das Aves, o rumo a tomar, como lhe compete, ficou por conta do Batedor.

Já em direção a S. Martinho do Campo e um pouco enfadado do alcatrão, não resistiu ao avistar um quelho íngreme que nos levaria a percorrer alguns campos e bouças situados, essencialmente, em Roriz e S. Tomé de Negrelos mas que não permitiam muito a prática da modalidade. Foram muitas as vezes que tivemos que recuar e que demos descanso às nossas burras.

Outras vezes não nos restava outra hipótese senão desbravar o terreno à nossa frente para prosseguirmos. Para isso contámos sempre com o nosso Querqus que, não tendo outras máquina, não hesitou em utilizar as suas «duas roda TT» como «caterpillar» para o fazer. Infelizmente, isso não seria o suficiente para evitarmos a terrível comichão provocada pelas muitas urtigas e as arranhadelas das silvas.

Mas valeu a pena! A seguir fomos contemplados com verdadeiras paisagens minhotas. Calmas e de um verde já amarelado, a anunciar a proximidade do Outono e que, infelizmente, tendem a desaparecer. Estou a falar de largas extensões de ramadas recheadas de cachos de várias castas quase prontos a serem colhidos. 
Aliás, no que toca às uvas americanas, elas estavam uma delícia; não só no sabor, como no aroma.

No entanto, o ambiente estava a ficar calmo e laxo de mais para o nosso feitio. Mais do que ninguém Batedor sabia disso e logo que avistou uma vereda ao fundo de um campo, guinou monte acima. Este carreiro, lavar-nos-ia, ora através do modo PAcBC (percurso apeado com bicicleta às costas) ora PA/PP (percurso apeado de par em par) ou ainda um pouco em estilo de BTT ao ponto mais alto do dia situado algures no alto de Roriz numa zona de grandes rochedos onde só os mais velhos, com a sua experiência e o seu afoito,  tiveram a coragem de os percorrer.

Já no regresso, o nosso Tenor, nada incipiente nestas andanças de guardador de cabras, não resistiu a demonstrar a sua arte de pastoreio e mesmo sem cajado mas com a inovação de o fazer de bicicleta provocou inveja nos verdadeiros pastores ao ponto de os por muito apreensivos.

As burras carregaram-nos durante cerca de 17 km. E nós carregamos e acompanhamos as burras durante 3 km. Foi obra!!!


                                                                                                                             El Presidente  
Os BiKeNaTuRaS:
 e .



domingo, 28 de agosto de 2011

MEIO SÉCULO

   PARABÉNS! WOLF
   Pois é caro amigo a vida é feita por etapas e esta é uma delas. Deste modo, com algum atraso e por isso peço-te desculpas, para além deste marco importante o teu 50º aniversário foi "regado" com belos trilhos escolhidos pelo Batedor
   Tiveste sorte! Ai tiveste, tiveste! Nem te passa pela cabeça o que te tínhamos reservado...Mas como regressavas das "vacances" tivemos piedade! Enfim amigo, com amigos destes não precisas de inimigos...No entanto os BiKeNaTuRaS presentes tiveram a honra de saborear o teu pequeno empeno.
   Igualmente tiveste o prazer de ouvir, bem afinadinhos e em andamento, os nossos "happy birthday". Também tínhamos te reservado um pequeno descanso na "Bouça do Sossego" mas como o pudeste constatar estava fechada... 
   Para findar resta-me dizer-te que não tiveste direito a quebra de corrente ou a furos, tal como o Batedor, mas tiveste direito aos meus 2 tombos...nada mau!
   Ah! Ia-me esquecer de realçar o track com o teu nome que por sinal não fica atrás do "Batedor 48".
   E pronto caro Wolf, para nós, e esperemos que para ti também, foi um dia bem passado entre amigos onde a amizade se solidifica cada vez mais...
Aquele abraço!
 O Skriba
Os BiKeNaTuRaS:
,,,, e 

sábado, 20 de agosto de 2011

TRILHANDO PELOS CAMINHOS DE SANTIAGO ATÉ PONTE DE LIMA

   Este prólogo a uma possível ida a Santiago de Compostela surgiu devido à desistência da mesma na semana anterior. 
   A ideia foi abortada porque eu, o Ninja, o Quercus e o Avelino tínhamos receio que a preparação de todos os BiKeNaTuRas não estivesse "au point" para uma aventura dessas em 2 dias e sobretudo o prazer de apreciar o passeio transformar-se-ia mais num "corre-corre" que é contra os "estatutos" do nosso grupo. O Batedor e o Wolf estavam, segundo eles, com " um peito" que os levavam a crer que  os BiKeNaTuRas estavam mais do que preparado. 
   Enfim! Este prólogo pelo menos serviu para provar que todos os BiKeNaTuRas presentes conseguiram ultrapassar, uns melhor outros pior, os 145 quilómetros e os perto de 2000 metros de acumulado. 
   O Ninja por razões "vacancières", o Riones por razões "porticais" e o Tenor por razões "herniais" não puderam, com enorme tristeza, participar neste "cheirinho" a Santiago de Compostela...
   Esta passeata iniciou-se no local do costume onde todos tomaram a respectiva bica. Em velocidade de cruzeiro chegámos a São Pedro de Rates num átimo. Aí fizemos uma visita superficial a esta localidade onde é um dos pontos mais escolhidos, pelos betetistas da região, para dar início à peregrinação a Santiago de Compostela.


 Após uma pausa café, num dos locais onde se pode carimbar as respectivas credênciais, seguimos viagem em direção à cidade dos galos trilhando pelo Caminho Central.

   Ao longo dos 16 km que separam São Pedro de Rates de Barcelos tivemos o prazer de passar por várias freguesias onde as cores e cheiros típicos destas localidades, de cariz bucólicas, proporcionam aos seus visitantes. As burras tiveram de pisar terra, paralelo e alcatrão.

   Chegados à cidade dos galos percorremos uma rua pedonal onde o comércio e os clientes conviviam na mais perfeita harmonia.

   Sob o olhar atento de um dos galos aproveitámos um parque para lanchar. Como sempre não faltaram as piadas entre BiKeNatuRaS...

   Terminada a merenda retomámos o caminho que nos ia levar até à cidade do Lethes.
   Esta segunda etapa, apesar de ter um grau de dificuldade baixo tal como a anterior, foi mais "difícil" do que a primeira sobretudo devido ao calor que enfrentámos. Para mim a qualidade pastoril, da segunda etapa, foi muito mais interessante. Deste modo passámos por lindíssimas localidades onde contactámos com a natureza e interessantes monumentos. O piso continuava a oscilar entre terra, macadame e piche.

  Ao chegar a Portela, em vez de seguir para Facha, decidimos ir pela estrada    ( EN 204 e EN 203) até Ponte de Lima, visto que as barrigas já pediam reforço alimentar. Daí até à vila mais antiga de Portugal foi um fuminho porque dos 11 km que faltavam 6 eram a descer e os restantes em terreno plano. Chegados à tão desejada vila depáramo-nos com uma feira, talvez semanal, muito bem recheada. 

   Sem tempo para compras dirigimo-nos de imediato ao restaurante "Casa das cheias" onde comemos uma suculenta vitela assada e uns gostosos rojões à moda da casa. A sobremesa, após gorada a hipótese das famosas bolas de Berlim devido a sua rápida venda, foi servida com deliciosos doces brancos vendidos por uma feirante vizinha às nossas mesas e PAGOS pelo Quercus. 

  E a praxe do "fuminho" não podia escapar...

   Entre anedotas, goladas e garfadas o tempo foi passando ao ponto desta paragem ter durado perto de 2 horas. É verdade!... Os BiKeNaTuRas quando põem os pés debaixo da mesa...UI!... O pior foi tirá-los porque as pernas e algumas cabeças pesavam MUITO! 

   Mas tínhamos de pôr os pedais a rodar... Iniciámos o regresso com, má ideia diga-se de passagem, a travessia da tal feira que decorria na Alameda dos Plátanos. Mas o Batedor, como é persistente, lá conseguiu furar entre corpos. 
   O andamento era de caracol porque todos nós tínhamos em mente a longa subida que nos esperava à saída de Ponte de Lima para Barcelos. 

  Nesta subida é que se viu a solidariedade entre os BiKeNaTuRaS...Toda ela foi ultrapassada, em pelotão, ao ritmo dos mais "justos". Chegados ao cimo parámos em Tamel para repor energias. A partir daí até Bairro foi sempre a "dar-lhe".

   E pronto, chegamos ao fim de mais uma aventura com todos os ingredientes necessário para tal. Foi um ótimo dia passado, no Verde Minho, onde podemos rolar por alguns dos Caminhos de Santiago. O mais difícil foi, sem dúvida, transpor os 145 km porque até Ponte de Lima os Caminhos são bastante fáceis. Deste modo ficou um "cheirinho" ao que nos espera,  evidentemente que estamos cientes que o mais difícil surge após a travessia de Lethes, quando decidirmos agendar a nossa peregrinação a Santiago de Compostela. 
O Skriba
Foram santiagados 145 km em 7h53.

Os BiKeNaTuRas:
 e