Passeio á Povoa para ver as sereias.

Próxima saída domingo 19 de novembro pelas 8,30 na Paluse

sábado, 31 de outubro de 2009

"SALTEADORES DOS CASTANHEIROS PERDIDOS"



Há muito tempo que este passeio estava na minha mente e na do JC. Como neste domingo é dia Santo e que ninguém do grupo, ou quase ninguém, vai andar resolvemos pôr em prática este desejo. No entanto convidamos todos os elementos do grupo para participar nele. O único que aceitou o convite foi o nosso Tenor porque ele é um DURO e não se deixou intimidar pelo traçado. Convém salientar que o nosso Wolf estava a laborar por isso teve desculpa, os outros são uns MOLES… e como diz o ditado “…mais vale poucos DUROS e bons do que…”. Enfim!... Eram13h em ponto, sempre pontuais, quando chegaram os meus companheiros de bicla e arrancamos para uma biclada que ficará para sempre como sendo talvez a mais difícil até à data. Rapidamente chegámos a Santo Tirso e tomamos a direcção de Valinhas pela antiga estrada que liga Santo Tirso ao Porto. Lá fomos os três trepando a ritmo de caracóis até Valinhas. Apesar de não ser tão difícil como pela estrada onde passou a Volta a Portugal, posso garantir a quem não a conhece que há rampas bem inclinadas, sobretudo antes de chegar ao parque de merendas de Valinhas. Chegados aí metemos por um trilho que nos levou até ao rio Leça.
Atravessámo-lo e tivemos a sensação que íamos ter de fazer marcha a trás, visto que não se vislumbrava saída pelo campo. Mas como verdadeiros INDYS lá avançámos e… encontrámos um souto repleto de castanhas a florir o chão. Aí é que foi o verdadeiro assalto…até eu que não sou grande aficionado comi algumas e que boas eram…mas os meu companheiros encheram não só as mochilas mas também as suas bochechas e estômagos. Além dos atributos culinários do sítio tenho de realçar a sua beleza paradisíaca… só visto mesmo!.
Findo este excelente festim montámos as nossas “burras” (não queria estar no lugar delas, coitadas com tanto peso em cima…mas lá foram aguentando porque nós os DUROS sabemos escolher as nossas montadas) e trepámos por um trilho cheio de calhaus e lama. Chegámos a um empreendimento rural restaurado muito bonito e sobretudo vinha de lá um cheiriiiiinhos a pataniscas. O nosso Tenor disse logo “ Já comia uma…” ao que eu e o JC retorquimos logo “ Há umas muito boas no Monte Pilar e o vinho é excelente!”…heheheheheh!...
Passamos por um parque de merendas a beira rio que era muito acolhedor em tempo de Verão e não só. Atravessámos novamente o rio e aí quase que tive de deixar os meus companheiros de aventura quando o Tenor disse: “ Olha não podes passar pela ponte…porque é proibida a passagem a PESADOS!” heheheheh!...realmente tenho de admitir que os meus quase 100 kg, não contando com a bicla, abalou um pouco a ponte…mas sabendo nadar lá arrisquei… Prosseguimos por um trilho “eucaliptico” e um outro através campo bem bonito apesar dos “saneamentos” caseiros que deixavam um aroma nauseabundo pouco recomendado.
Seguimos para a pedreira onde nos esperava uma longa, longa, longa e penosa subida até ao alto do monte que fica em frente
ao Monte Pilar (Rua de Fiais).











Realmente posso garantir que é uma subida bem dura porque conseguir levar o nosso Tenor a apear, mesmo sendo por segundos, é obra… fica já aqui o meu reconhecimento público que este Senhor é de facto um trepador nato. Já que estou numa de elogios tenho de confessar que o nosso JC é de facto o elemento do grupo com mais capacidade e porquê? Porque seja a subir ou a descer, terreno liso ou acidentado, alcatrão ou empedrado lá está ele sempre nos primeiros lugares…o JC é a energia positiva e o pronto socorro do grupo.











Basta de elogios porque para DUROS isto não faz sentido…mas que faz bem ao ego, lá isso faz. Pronto lá fomos em direcção ao Monte Pilar e restava-nos a última subida que também tem o seu quê de dificuldade. Mal chegámos ao cimo dirigimo-nos ao Cristo Rei para registar no cartão de memória da máquina fotográfica este feito nunca antes atingido por nós.

“- Vamos mas é comer as pataniscas” disse o Tenor ao qual eu e o JC respondemos-lhe “- Então não as comeste até aqui!!!”. Estão a entender porque é que mais atrás lhe tínhamos dito que ele ia comê-las no Monte Pilar?...hehehehe!!!... Somos terríveis! Mas o JC apesar de tudo, é realmente bom moço, lá nos levou a uma tasquinha que aí existe… só que estava fechada. Bem, lá tivemos de comer as bananas e as castanhas perdidas.
Terminado o manjar descemos para a estrada que nos levou para o Santuário da Nossa Srª da Assunção. Nessa descida que tem aproximadamente 2 kms, como sempre larguei os meus companheiros,atingi os 75,7 km/h, o JC 71,4 km/h e e o Tenor disse-nos que foi tanta a velocidade que deixou de ver o conta-quilómetros a partir dos 70 km/h, mas acha que foram mais de 80… isto lembra-me logo que ele além de Tenor também gosta de pescar
Depois de descer tivemos de subir novamente para o santuário e custou um pouco porque a descida arrefeceu os músculos. No cafezinho aí existente eu e o JC tomamos o café da praxe e o Tenor quis um panaché …pois a barriga dele precisava de desgastar as castanhas furtadas.
Recompostos apontámos as biclas para a descida do monte logo ali a saída do café. Foi uma descida com alguns pontos perigosos ao ponto do Tenor ser agarrado por umas silvas e… PIMBA!…lá foi ele cumprimentar as outras rastejantes…o JC aí falhou a foto do dia porque o Tenor ficou com o “rabiote” virado para o ar alguns segundos… mas o JC e eu não parávamos de rir…Entre Cantigas de Escárnio e Maldizer o Tenor lá se levantou. Este foi o último acontecimento digno de registo. A partir daí foi sempre a descer até a Caniços. A subida até à Avenida foi feita alegremente e curiosamente sem dificuldades. Ao longo da subida conversámos sobre a proeza, para nós claro, feita nesse dia chegando à conclusão, que o apelido DUROS afinal não era só ironia era de facto uma realidade.
  Para concluir este relatozinho não posso deixar de escrever algumas palavras para os restantes elementos do grupo dizendo-vos que as vossas ausências foram sempre lembradas aqui e acolá…VOCÊS PERDERAM UMA OCASIÃO ÚNICA DE VER O TENOR DE C* PARA O AR…só isso valeu a pena…hehehehehe!!!
O Scriba
Fotos: Scriba e Batedor

38 kms em 3h15m.

MAIS FOTOS AQUI:

1 comentário:

josecarlossousa disse...

k dizes a BTTNATURA = btt+naturesa