Próxima saída sabado 26 Maio pelas 7,30 horas na Paluse .

domingo, 10 de abril de 2011

CALÇÕES BRANCOS NA CAMPOSA E COVELAS

   Este domingo ensolarado  prometia uma matinée bem regada de padaladas suadas. E foi o que aconteceu. Assim partimos, do local do costume, em direcção a Santo Tirso com desejos aéreos que exorta a Serra da Camposa. O grupo era constituídos por 8 BiKeNaTuRas e 3 convidados (o Fernando, o Avelino e o Cristiano F.) que daqui a pouco já não serão convidados mas sim elementos imprescindíveis nas passeatas domingueiras  dos BiKeNaTuRaS. 
   Subimos ao Aeródromo de Vilar de Luz  pela estrada. O Aeródromo de Vilar de Luz, freguesia de Folgosa concelho da Maia, está transformado num complexo multiusos, com pista de ciclismo, recinto para radiomodelismo e aeromodelismo, parque para merendas e uma escola de formação de condução e prevenção rodoviária. Uma série de valências que custaram 1,5 milhões de euros por isso aconselho vivamente a sua visita a todas as famílias. A circundar todo o espaço do aeródromo municipal, está a pista de ciclismo, com uma extensão de, aproximadamente, cinco quilómetros. Um tapete em asfalto que poderá ser usado por carros de bombeiros em caso de necessidade, para acorrer a eventuais incêndios. A autarquia colocará à disposição dos visitantes 20 bicicletas, de forma gratuita. É obrigatório, no entanto, deixar um documento de identificação, para as bicicletas não "voarem" do aeródromo de Vilar de Luz. No futuro, deverão ser construídos balneários, uma pequena oficina para reparações e um espaço para os utentes guardarem as bicicletas.
   
  Após ter feito uma pequena pausa junto às "grátis", onde fomos recebidos por dois canídeos simpáticos, seguimos por um dos muitos trilhos "esculpidos" pelas mãos dos homens. 
  A partir daqui os ingredientes para a prática do BTT não faltaram (terra, pedras, água, lama...). Deste modo fomos betetando pela Serra da Camposa  até Covelas. Aí apontámos as "montadas" para grandes trilhos paralelos à A3 com os tais ingredientes bem patentes. Trilhos esses que nos levaram perto do Motel BoraBora em Fontiscos. Não satisfeito com o aproximar do termo do passeio o nosso Batedor tinha-nos reservado a cereja sobre o bolo... Lá fomos atravessar o "nosso riacho" em Ermida.Todos o atravessaram sem dificuldades visto que o ribeiro levava pouca água.
   E pronto a partir daqui foi sempre a rolar até casa.
  Mais um domingo de 2011 que passou cheio de grandes trilhos com muitas suadelas.
   Última nota e... talvez a menos agradável. Meus caros BiKeNaTuRaS creio que, como já o referenciou o nosso Presidente no relato " Rota de Lustosa", a essência dos BiKeNaTuRaS está a definhar-se...Cuidado! 
O Skriba

Os BiKeNaTuRaS:
 e 

Os nossos prezados amigos:

 ,  e 
    Fernando          Cristiano Ferreira
                          Avelino
  

domingo, 3 de abril de 2011

DOMINGO TURBULENTO PARA OS LADOS DA ASSUNÇÃO E NASCENTE DO RIO LEÇA...

   Neste domingo éramos 11 betetistas, 8 BiKeNaTuRas e 3 convidados dos quais um é já bem "batido" e os outros dois eram mesmo novatos nestas andanças,  a sair do local habitual. Seguimos em direcção à Assunção por trilhos já conhecidos e outros nem tanto. Chegados aí apontamos as biclas para a nascente do rio Leça através de um trilho bem rochoso e técnico. Descemos até Refojos por mais um trilho técnico onde se deram as duas quedas "presidênciais". Tomada a bica, não sei o nome da freguesia, rumámos para Santa Cristina do Couto. Mas antes de lá chegar, o que nunca viria a acontecer, tivemos o furo do Marcamano e o pior foi o desviador do Tenor que entregou a alma ao criador. Este último contratempo serviu para testar o material do Batedor e sobretudo para proclamar em voz bem alta que os BiKeNatuRas já têm um elemento que usou uma SS...
   Como já se fazia tarde regressámos paulatinamente até Bairro especialmente para o Tenor, acompanhado por mim, que em plano e nas descidas pouco acentuadas via-se nas horas. No entanto quando começou a trepar para Bairro lá foi recuperando os "empenados".
   Resta-me a felicitar os "novatos" neste desporto que se defenderam muito bem e só quebraram um pouco na parte final...Perfeitamente normal. Parabéns!
   Quanto ao Fernando é um amigo de bicla simpático e paciente nas nossas pausas porque esbanja uma preparação física invejável para todos nós.   
   E pronto este já foi... que venha o próximo!
Skriba

Os BiKeNatuRaS:
, e 
e os Amigos:
                              


 ,  e
  Fernando                   Cristiano


     Cristiano Ferreira             



quinta-feira, 24 de março de 2011

NA ROTA DE LUSTOSA

O dia estava ameno e o sol já raiava no horizonte a prenunciar a Primavera que chegava.
     No local do costume já marcavam presença o Scriba, o Wolf, o Batedor e o Querqus.
    Todos ficaram um pouco surpresos quando me viram chegar acompanhado pelo nosso já conhecido Avelino Carvalho que nos granjeou com a sua presença nesta bela manhã domingueira.
     Alguns minutos depois lá apareceu o Tenor sem Riones (outras tarefas o impediriam de vir).
     O nosso Marcamano também tinha prometido marcar presença e por isso estranhamos a sua ausência. Pensamos logo que bastaria uma chamada/despertador para o pôr em acção. Para acelerar a saída decidimos ir ao seu encontro.

    Pelo caminho aproveita-se sempre a estação de serviço da Galp para atestar os pneus.


   Era tempo de decidirmos a rota. E, se na maior parte das vezes a dúvida é muita no rumo a seguir, desta feita, o Batedor, como lhe compete, já vinha com ele delineado.
   - Por que não fazermos o circuito BAIRRO-AVES-RORIZ-CODESSOS-LUSTOSA-VIZELA-AVES-BAIRRO? Propôs ele. Como é que ele podia ser contrariado!?
   Descemos até Caniços para atravessarmos o rio Ave através da antiga ponte dos Caminhos de Ferro em direcção a Sense, onde nunca perco a oportunidade de apreciar o ponto de confluência deste e do rio Vizela. Logo a seguir esperava-nos uma subida curta mas com uma inclinação acentuada.
   Atravessamos Vila das Aves por algumas ruas por nós já sobejamente conhecidas que nos levaria até S. Tomé de Negrelos.

   Encetamos a subida longa e desgastante até ao cimo de Roriz que veio a originar uma pequena desintegração do grupo e que suscita em mim uma pequena crítica e uma chamada de atenção para que nunca seja posta em causa a coesão dos BiKeNaTuRaS, que tem estado e deverá estar sempre presente no nosso espírito. Sem ela, a essência do grupo esvai-se e definha-se.
   Foi a partir daqui que o nosso Batedor decidiu deixar o alcatrão e o paralelepípedo e enveredar por percursos dignos dos betetistas.

   Acreditem todos os amantes da modalidade que nestes montes entrincheirados pelas povoações de Codessos/Lustosa/Vizela/Vilarinho, encontram trilhos e caminhos para todos os gostos. Alguns, bem capazes de nos fazer emergir toda a adrenalina que possuímos. Que o diga o Batedor, pois via-se-lhe no rosto a alegria com que ele os devorava e que, em determinada altura, julgou estar na Serra da Cabreira, tal era a semelhança dos trilhos e da própria paisagem envolvente.


   Outros, porém, não muito aconselhados aos incautos, e melhor mesmo, é percorrê-los muito descontraídos como bípedes.

   Porém, o tempo não pula mas avança e o momento era, novamente, de voltar ao alcatrão.
   Descemos até Vilarinho para apanhar a VIM que nos traria quase até Bairro.
   Um voto de agrado pela assiduidade com que o Querqus nos começa a acompanhar.

 De acordo com os valores registados nos diversos conta-quilómetros verificados foram devorados, em média, 46.365 m.
El Presidente

Os BiKeNaTuRas:
 e 

E o amigo Avelino:


sábado, 12 de março de 2011

MIRAGEM DE PITÕES DE JÚNIAS MAS COM REAL COZIDO E POSTA

   Montalegre é, para nós, sinónimo de cozido suculento e não só. Por isso como os BiKeNatuRaS, são movidos  pelo instinto gastronómico,  lá foram impelidos, pela segunda vez , para área "protegida" da gostosa carne barrosã. 
   A grande novidade neste passeio foi sem dúvida a participação dos novos BiKeNaTuRaS...o Riones e o Marcamano que se defenderam muito bem ao longo das subidas conquistadas.


   Antes de chegar a Montalegre passámos pelo restaurante "Pinto" para reservar o repasto e tomar a bica da praxe. 
   Chegámos a Montalegre pelas 9h40 onde deixámos os veículos e montámos as nossas "burras" em direcção a Pitões de Júnias.



   Descemos em direcção à Avenida da Marginal do Cávado onde apontámos as biclas para Donões através de um estradão enlameado e por vezes "imbiclavél".


   Tivemos o privilégio de "cumprimentar"  cavalos e um asínino envergonhado que por aí descansavam.

  Doucement... chegámos a Donões onde podemos admirar as suas casas, ruas e até alminhas típicas desta região.

   Depois desta diminuta paragem encetámos uma curta mas ameaçadora descida até à freguesia de Sabuzedo. Aqui encontrámos novamente as casas em pedra, as estradas construídas com "calhaus" e o musgo sarapintando as fachadas e escadas dos ditos lares. 

   Deixando esta aldeia típica iniciámos uma longa subida íngreme com quase 5 quilómetros. Após um início em alcatrão a subida foi composta de terra, calhaus, areia e lama. Ao longo da subida tivemos como companhia o nevoeira e em algumas partes uma chuva miudinha que se tornou irritante. Estes momentos fizeram-nos recordar o dia terrível passado em Jales ( A lama que se tornou ouro). O panorama apesar do contratempo meteorológico deixava adivinhar algo de fascinante  para os olhos. 

   Infelizmente deparamos-nos com algo que pensávamos impossível para esta altura do ano...Incêndios! É verdade! Vimos extensas áreas negras e ainda fumegantes.

   E foi a partir daqui que o "desnorte" começou... Sim porque em vez de virarmos à esquerda seguimos em frente o que nos levaria ao oposto a Pitões de Júnias...E além de irmos em sentido contrário penámos ao longo de alguns quilómetros bem rudes. No entanto a paisagem era deslumbrante...


   Embora perdidos o lanche não deixou de aparecer... 

   E também para as "burras"...

   Aviado o lanche retomámos a biclada pelo monte acima. o Ninja ainda exortou os BiKeNaTuRaS a desencalhar a "Excalibur" mas nenhum  "biclaleiro" é descendente do rei Artur por isso ficou ali a espera do seu dono...

   Continuámos monte acima até chegarmos à última grande decisão, claro que não sabiamos que iria ser tão preponderante para o desfecho do passeio, que foi decidir se rumávamos em frente ou à direita...Após ter reunido o Conselho BiKeNaTuRas a última hipótese foi a escolhida... ERRO GRAVE! mas quem não erra?... Nesse local podemos constatar, pelo marco, que estávamos na raia fronteiriça. 

   Montadas as "burras" lá retomámos o caminho sempre acompanhados pela chuva e o nevoeiro que não nos queriam largar. No entanto o trilho era mais suave e de uma beleza fotográfica.

    E chegámos tão alto ( +/ 1300 m) que ainda havia vestígios de neves... El Presidente chateado por não ter deixado espaço para a sua " burra" abordou as presentes com toda a magnificência... mas sempre com um sorriso.  Parabéns El Presidente!  há que fazer sentir aos vassalos que o respeito é muito bonito...  

   Terminado este episódio iniciámos uma pequena descida que nos levou a mais uma duvida sobre o rumo a seguir. A nossa sorte foi encontrar um jipe cujo ocupantes indicaram-nos o caminho a seguir e ficámos a saber que de facto estávamos no lado oposto a Pitões de Junias.

   A boa nova foi, pelo menos, que era sempre a descer até Montalegre. E lá fomos empurrados pela descida até à freguesia de Padroso onde pudemos apreciar esta bela aldeia.

   Serviu esta aldeia para tirar a foto de "família" e de nos prazentear com a passagem da "carne barrosã ".

     Daí até Montalegre foi um "tirinho" . Já na cidade encontrámos uma bicla bem peculiar...

   E assim estava concluída a 1ª parte desta jornada.

   Depois de termos feito da carrinha um vestuário ambulante dirigimo-nos para a segunda etapa que era tão desejada como a primeira...COMER!!!
   Chegámos ao restaurante Pinto onde nos esperava um ágape já bem conhecido dos BiKeNaTuRaS. No entanto o que é bom tem de ser louvado mas o que é mau também tem de ser denunciado. Deste modo a única nota negativa do repasto residiu no primeiro vinho servido que era de muito má qualidade. Contudo esta contrariedade foi de pronto resolvida pelo patrão do estabelecimento.
   O almoço foi, como sempre, divertido e copioso em todos os sentidos. Os BiKeNaTuRaS "ancestrais" apreciaram  os Neo-BiKeNaTuRaS que denotaram a aptidão primordial para pertencerem aos BiKeNaTuRas...serem uns excelentes "garfos".


    Findo esta segunda etapa e depois de alguns BiKeNaTuRaS deitar fumo (praxe?) iniciámos a derradeira com uma visita ao castelo de Montalegre. Infelizmente a chuva contrariou este desejo e seguimos para Pitões de Júnias utilizando a EN 308.

   Já em Pitões de Júnias deleitámo-nos com as suas casas, ruelas e paisagens típicas da região. O bom humor estava bem patente nos rostos dos BiKeNaTuRaS que gozaram estes momentos inolvidáveis.

   Tomámos uma bica e jogámos matraquilhos na "Casa do Preto"  onde éramos os únicos clientes.

   Para terminar fica esta foto...

   E pronto! Cheguei ao termo de mais um relato onde as peripécias deste dia ficarão nos cérebros dos BiKeNaTuRas para muitos e muitos anos...

   Resta-me dirigir algumas palavras ao nosso estímado Querkus que se encontrava enfermo e não pôde participar neste passeio. A tua ausência foi relembrada várias vezes devido à tua boa disposição e pelos teus comentários sábios sobre a flora.
O Skriba
Foram "barrosados" 24 km.

Os BiKeNaTuRaS:
 ,  ,, e 



Prefil de altitude (altimetria) Elevação: 1039 m @ 16.7 km (3409 ft @ 10.4 mi)